Câmara Municipal
Atualizado em: 13/09/2017 - 3:27 pm

Acrísio denuncia “desmonte” do Sistema Único de Assistência Social

O vereador Acrísio Sena (PT) critica o corte no orçamento federal para ações sociais. “O governo ilegítimo de Temer não se cansa de prejudicar a população. O orçamento para 2018 evidencia o desmonte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) deixará à deriva milhões de famílias em todo o País”, denunciou, nesta quarta-feira (13), em pronunciamento na Câmara Municipal.

Segundo ele, o previsto para a Assistência Social em 2018 é de R$ 385 milhões. Para se ter uma ideia de comparação, em 2010 o volume de recursos para a área era de 24,83 bilhões. “Há atrasos de 1,3 bilhão no repasse a estados e municípios. Isso tudo significa, na prática, mais fome, desigualdade, pedintes e violência, principalmente nas grandes cidades”, alertou o parlamentar.

Em números
Acrísio Sena destaca que o SUAS atende 30 milhões famílias com a rede de Proteção Social Básica e Especial. São mais de 10 mil centros de referência básicos e especializados (CRAS, CREAS e Centros POP), além de cerca de 18 mil entidades e organizações de assistência social. Anualmente, mais de 1,9 milhão de famílias são acompanhadas, assistidas e apoiadas pelas equipes de referência, segundo o parlamentar.

Tem mais
Já quanto aos benefícios e transferência de renda, o vereador afirma que hoje são 4,2 milhões contemplados com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – sendo 2,4 milhões de pessoas com deficiência e 2 milhões de idosos – e 13,9 milhões de famílias inseridas no Bolsa Família. Há também milhares de famílias que recebem benefícios eventuais para suprir necessidades imediatas e urgentes. O SUAS conta com cerca de 600 mil trabalhadores em todo o território nacional.

“O Brasil vivenciou, nos últimos anos, grandes transformações no campo social, com a redução da pobreza e da mortalidade infantil, saída do mapa da fome da ONU, melhora nos índices de escolaridade. Isso foi fruto do crescimento no investimento e na oferta das políticas públicas, como a de assistência social, educação, saúde, cultura, moradia, saneamento. Não podemos deixar de trilhar este caminho num país ainda tão cheio de desigualdade”, ressaltou o petista.



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