Congresso
Atualizado em: 13/07/2011 - 6:05 pm

Aécio Neves (PSDB/MG) em discurso na tribuna do Senado. Foto: Agência Senado

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aproveitou o fim do semestre parlamentar para, em ritmo de “análise” do período, dirigir críticas ao governo Dilma Rousseff. Em discurso no Senado, o tucano afirmou que o “país quase nada avançou”, retrocedeu em áreas importantes e está “institucionalizando o Brasil do improviso”.

Segundo Aécio, “muito poucas vezes, na nossa história recente, um governo começou de forma tão desarticulada”.

Duas quedas
Aécio citou duas crises do início do governo Dilma que derrubaram os ex-ministros Antonio Palocci (da Casa Civil) e Alfredo Nascimento (dos Transportes). O mineiro avalia que os escândalos foram provocados pelo aparelhamento partidário.

“Não há como deixar de registrar, a sequência de denúncias graves, que assolaram o governo e espantaram o país. No escopo dela, dois ministros importantes da era Lula foram substituídos. E o foram não porque foram cobrados pelo rigor dos instrumentos de controle e monitoramento do governo, mas pela pressão da opinião pública. O afastamento de ambos nos remete à gravíssima questão do aparelhamento partidário”, disse.

Relembrando
Antonio Palocci, principal ministro do governo Dilma, deixou o cargo de Chefe da Casa Civil, em junho, após denúncia de que o petista multiplicou por 20 vezse seu patrimônio, em apenas quatro anos. Já Alfredo Nascimento foi demitido do Ministério dos Transportes após denúncias de superfaturamento de obras e pagamento de propina na própria pasta e em órgãos ligados ao ministério.

Transparência
Entre os retrocessos citados por Aécio Neves, está a aprovação do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), que alterou regras nas contratações das obras da Copa de 2014 e Olimpíada 2016.

“Em todas, absolutamente todas as sociedades modernas, a transparência ou aumento, avanço da transparência vem sendo o instrumento da defesa dessa mesma sociedade. Aqui estamos fazendo o caminho contrário e sob o argumento de que temos muita pressa, como se tivéssemos descoberto agora, este ano, nos últimos meses, que sediaremos a Copa e a Olimpíada”, disse para em seguida completar afirmando que:

“Desde 2007 sabemos a responsabilidade que temos em relação à Copa do Mundo, portanto, não há explicação razoável sequer que justifique o apreço, que justifique o açodamento do governo para transformar ou para modificar os ciclos processuais atuais”.

Com informações da Folha.com



0 comentários







0 comentários
Topo | Home