Impeachment
Atualizado em: 01/09/2016 - 8:02 am

Tasso, Eunício e Pimentel comentaram resultado do impeachment

Tasso, Eunício e Pimentel comentaram resultado do impeachment

Políticos cearenses que compõem a base aliada do presidente efetivado Michel Temer avaliam que o impeachment de Dilma Rousseff abre uma “nova chance para o País”.

Já para aliados da ex-presidente Dilma Rousseff, apesar do sentimento de indignação e do desalento “pela quebra da democracia”, o discurso defende, de modo imediato, a luta pela denúncia do “golpe” no País e em escala internacional.

Os políticos comentaram ainda a votação que permitiu a Dilma, mesmo com o mandato cassado, manter o direito de ocupar cargo público.

Dilma Rousseff se tornou a segunda presidente da República cassada em um processo de impeachment no Brasil em 24 anos, após os senadores a condenarem por crime de responsabilidade por 61 votos a 20.

Eunício
Para o senador Eunício Oliveira (PMDB), que votou a favor do impeachment, Michel Temer tem a missão de reconciliar o Brasil. “Michel terá um papel essencial de reconciliar o Brasil. O que nós queremos é trazer de volta os postos de trabalho. Há cerca de 12 milhões de brasileiros que estão desempregados. Nosso papel agora é ajudar o Brasil a fazer as reformas necessárias, como a reforma politica, reforma tributária, reforma previdenciária e, fundamentalmente, fazer com que a economia renasça para esperança do povo brasileiro”, disse, acrescentando que, até por questão de “humanidade”, se absteve do processo e negou que a votação tenha sido “prêmio de consolação” a petista.

Tasso
Tasso Jereissati (PSDB), que também votou pela perda do mandato, ressaltou que não foram as ilegalidades circunstanciais, mas o reflexo do modo de ser e agir do Partido dos Trabalhadores que levou ao processo de impeachment, alertando que o PT não assinou a Constituição de 1988 e foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Esses fatos nos fazem perceber que o desrespeito a esses diplomas não são mero incidente. Está no âmago do PT: os fins justificam os meios, quando está em jogo o interesse do partido. Não por acaso, três tesoureiros e outros líderes estão presos ou respondendo a processos gravíssimos”, disse ele.

Ao declarar o voto a favor do impeachment, Tasso Jereissati assegurou que a presidente Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade e perdeu todas as condições de governar um País como o Brasil, que precisa reunir forças para enfrentar a maior crise econômica de sua história.

Pimentel
Por outro lado, na defesa da petista, o senador José Pimentel (PT) afirmou que a cassação de Dilma é “sinal de que a tempestade começou”. Em referência a composição de Chico Buarque, o petista lembrou que “amanhã vai ser outro dia”.

O pensamento de Pimentel foi acompanhado por outros aliados que prometeram “lutar” pela democracia. Caso do deputado José Guimarães (PT), que foi líder de Dilma na Câmara Federal. Guimarães afirmou que, agora, “resta-nos a continuidade da luta pela democracia e nenhum direito a menos”. E afirmou ainda que a manutenção dos direitos políticos da petista é uma “clarividência” de que ela não cometeu crimes. “Não tiveram coragem de inabilitá-la, porque sabem que não cometeu nenhum crime conforme foi condenada”, conclui.

Bastidores
Quem também acompanhou o processo ao lado de Dilma foi a candidata à prefeita de Fortaleza e deputada federal, Luizianne Lins (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais, Luizianne mostrou um pouco dos bastidores, inclusive, a chegada de Dilma ao salão do Palácio do Planalto, de onde acompanhou a votação no Senado. “A decisão de golpistas não calará a voz dos que sempre lutaram pela democracia”, publicou a petista no Facebook.

Com informações do OE



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