Bastidores
Atualizado em: 10/10/2018 - 8:00 am

Ações vão focar em participação do voluntariado e de apoiadores de outros partidos, com destaque a Capitão Wagner, que acaba de ser eleito para a Câmara pelo Pros. Foto: Máximo Moura

Os principais representantes da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência estão articulando estratégias para o segundo turno das eleições. Recém-eleito deputado federal, Heitor Freire, que é também o presidente da legenda no Ceará e o coordenador da campanha do presidenciável no estado, reuniu-se com o candidato e outros representantes do partido no Rio de Janeiro na terça-feira (9).

Segundo ele, as reuniões do PSL seguem até esta quarta (10). “Vou adotar um tom de trazer pessoas para se engajarem. Pessoas de outros partidos. Vou convidar candidatos que foram eleitos e também suplentes para se unirem nesse momento”, conta Heitor, ressaltando que serão feitas carreatas, caminhadas e adesivaços pelo Ceará. “Vamos unir forças do povo de bem, que quer mudança, e incentivar essas manifestações voluntárias”, completa.

Não se sabe ainda se o presidenciável vai poder visitar o estado até a data da eleição, levando em conta as complicações de saúde do candidato. Nesta quarta, serão realizados novos exames, a partir dos quais os médicos poderão definir se ele estará liberado para fazer as viagens e participar de atos como passeatas nas ruas.

Campanha
Na hipótese de Bolsonaro ainda não ser liberado pelos médicos, conta o presidente do PSL no Ceará, deverão participar dos atos de campanha no estado outros protagonistas que participaram da primeira etapa do processo eleitoral – como, por exemplo, algum dos filhos do candidato ou o vice-presidente do PSL nacional, Julian Lemos.

Nordeste
O Nordeste foi a única região do Brasil em que o ex-militar não liderou as votações no primeiro turno, aparecendo atrás do petista Fernando Haddad. Já o Ceará foi o único estado em que Bolsonaro não figurou nem em primeiro nem em segundo lugar, tendo ficado atrás também de Ciro Gomes (PDT), que liderou entre os cearenses. O Ceará registrou também a segunda menor pontuação do presidenciável no Brasil – atrás apenas do Piauí –, com o capitão da reserva não tendo liderado em nenhum município.

Aceno
O candidato, em seus primeiros dias de campanha para o segundo turno, tem acenado para o Nordeste. Apesar do desempenho pior do que no restante do país, ele lembra nas redes sociais que foi o candidato de oposição ao PT na disputa presidencial com os melhores resultados dos últimos cinco pleitos na região.

Wagner
Heitor Freire ressalta a importância de trabalhar junto a candidatos de outros partidos na campanha cearense pró-Bolsonaro. Tem destaque a participação do deputado Capitão Wagner (Pros), que termina este ano seu mandato na Assembleia Legislativa e começa a atuar na Câmara ano que vem. “Já conversei pessoalmente com ele, a ajuda dele é mais que bem vinda”, conta o presidente estadual do PSL, dizendo ainda que já foi procurado por outros políticos da capital.

Wagner se apresenta abertamente como apoiador do presidenciável, apesar de integrar o Pros, que a nível nacional está coligado com o PT de Haddad. “Já dei as boas vindas a todos eles e durante a semana, assim que eu retornar [a Fortaleza] irei fazer uma reunião convocando todos os candidatos eleitos e os suplentes, para se unirem nessa frente do Bolsonaro”, continua Heitor.

Radical
Capitão Wagner, falando à imprensa na manhã de terça-feira (9), disse que tem intenção de contribuir à campanha do candidato do PSL incentivando-o a adotar uma postura menos radicalizada. “Vou tentar ajudar nesse sentido, todo mundo que me conhece sabe que eu não coaduno com esse discurso extremo, acho que tem que ser firme na fala, tem que denunciar com muito mais cautela para não criar ambiente de guerra no país. O país já passa por ambiente de guerra entre os órgãos de segurança e as facções, os bandidos, se tivermos essa guerra também no ambiente político vai ser extremamente prejudicial”, avalia ele.

Pra melhor
O deputado, no entanto, considera que o capitão da reserva já fez considerável progresso nesse sentido nos últimos anos. “Se pegar o Bolsonaro de cinco anos atrás e pegar ele hoje já vê uma pessoa transformada para melhor”, conta.

Com informações do OE



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