Nordeste
Atualizado em: 21/11/2013 - 6:35 am

Após criticar excesso de ministérios em Brasília, Campos corta pastas em PE

Após criticar excesso de ministérios em Brasília, Campos corta pastas em PE

Presidente nacional do PSB e possível candidato do partido à Presidência da República, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou uma reforma administrativa para reduzir os gastos com a manutenção da estrutura do governo estadual.

Extinção
As mudanças, que começarão a vigorar em janeiro, incluem a redução no número de secretarias – de 28 para 22 em janeiro e para 21 em julho, quando a Secretaria da Copa será extinta após a realização do torneio.

Críticas
O anúncio chega em meio a críticas do presidenciável Campos em relação ao número de ministérios no governo federal. Em entrevista recente ao “Programa do Jô”, da Rede Globo, Campos disse: “É grave ter 39 ministérios, acho que é demais. Mas mais grave é não ter a política publica definida, é ficar dependendo de quem vai estar lá. A gente precisa ter uma racionalização da máquina pública.”

Economia
Segundo o governo de PE, os cortes deverão resultar em economia de R$ 25 milhões até o fim da gestão de Campos. As medidas dão prosseguimento a um processo de redução de custos iniciado há cerca de um mês, quando o pessebista determinou a extinção de 969 cargos comissionados.

“Esse é o organograma mais adequado ao momento que estamos vivendo. Caminhamos para o último ano de governo, e é fundamental que, nesse ciclo de conclusão, a gente possa estruturar o organograma do Estado, por temos cumprido etapas que demandaram a existência de estruturas específicas”, afirmou Campos.

Suassuna
Uma das principais alterações da reforma foi a extinção da Secretaria da Assessoria do Governador, ocupada pelo escritor e dramaturgo Ariano Suassuna. Sem o status de secretário, Suassuna será transferido para a estrutura do gabinete do governador. A relevância da pasta que ocupava, criada em 2007 após a posse de Campos, era questionada pela oposição. A função do órgão abrangia desde “assessorar o governador em assuntos técnicos e políticos” até “apoiar a divulgação da cultura pernambucana”.

“Supersecretarias”
A reforma, que precisará ser aprovada pelo Legislativo, também prevê a criação de duas “supersecretarias”. Uma delas é a pasta Governo e Desenvolvimento Social, resultado da fusão das secretarias de Governo, de Articulação Social e Regional e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

A outra é a Secretaria de Infraestrutura, que une as atuais secretarias de Transportes e de Recursos Hídricos. Completam a reforma a anexação da Secretaria de Esportes à pasta da Educação, além da inclusão da Secretaria da Casa Militar ao gabinete do governador.

Redes Sociais
Uma das mudanças esperadas – o fim da Secretaria de Cultura – não se concretizou. A possibilidade de extinção da pasta havia sido alvo de críticas de artistas em redes sociais.

Com informações do Folha Online



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