Bastidores
Atualizado em: 20/07/2013 - 4:10 pm

Articulação política continua intensa durante o recesso parlamentar

Articulação política continua intensa durante o recesso parlamentar

O chamado recesso branco do Congresso Nacional suspendeu as atividades protocolares das da Câmara e do Senado, mas não a atividade política dos parlamentares. Embora tenham seguido para os estados, onde ficarão até 2 de agosto, deputados e senadores continuam as articulações políticas em busca de acordos para as votações e outras atividades que serão retomadas no próximo mês.

Oposição
A oposição, especialmente, trabalha intensamente durante o período de recesso pelas suas pautas de interesse. O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), tem procurado os colegas oposicionistas e os aliados do governo mais independentes na tentativa de juntar votos suficientes para derrubar os vetos da presidenta Dilma Rousseff aos projetos sobre o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Ato Médico.

Em rede
Segundo Caiado, a distância física não representará obstáculo para a articulação política nas próximas duas semanas. “Estamos sempre em contato por telefone, pelo Whattsapp. A gente se comunica direto com a bancada toda, com os líderes dos partidos. A política não para nunca, ela é contínua”, disse o líder.

Assim como ele, o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) também está buscando a tecnologia para fazer política durante o recesso parlamentar. Autor do requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Copa, Izalci já conseguiu o número de assinaturas necessário para apresentar o documento à mesa diretora do Congresso. Entretanto, ele vem utilizando as redes sociais para pedir às pessoas que pressionem seus parlamentares a aderirem ao pedido de criação da CPMI e aqueles que já assinaram não retirarem seus apoios.

Pressão
O objetivo do deputado é aproveitar o momento em que os colegas estão próximos de suas bases eleitorais para aumentar a pressão sobre eles. Com isso, ele espera inverter a tendência de retirada de assinaturas que geralmente acontece quando o governo mobiliza sua base de apoio no Congresso para evitar as CPIs. “Eu protocolizei logo [o requerimento] justamente por isso. E divulguei logo nas redes sociais as listas de quem assinou e quem não assinou. Estou confiante que mais gente vai assinar ainda”, disse Izalci.

Reforma
Também na Câmara, um grupo de parlamentares do PT está mobilizado durante o período de recesso para mudar o presidente do grupo de trabalho que irá coordenar as propostas de reforma política. O grupo quer que o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) passe o posto para Henrique Fontana (PT-RS) e divulgou uma nota na qual questiona a escolha de Vaccarezza feita pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). “Somos inteiramente solidários ao companheiro Henrique Fontana e estaremos ao seu lado na luta por uma reforma política para valer”, diz o texto.

Apoio
As assinaturas de apoio a Fontana começaram a ser coletadas no dia 18, quando o recesso já tinha começado. Mesmo assim, em dois dias 40 dos 89 deputados do PT já tinham assinado o documento que será também apresentado na reunião do Diretório Nacional do partido, no sábado (20).

Em nota divulgada na sexta-feira (19), Vaccarezza disse que está comprometido com a proposta de plebiscito encampada pela presidenta Dilma Rousseff e convida “aos que tentam transformar o debate em torno da reforma política em arena de disputa política a mobilizar energia para viabilizar a realização do plebiscito, que dizem defender”.

Recesso
O recesso parlamentar vem sendo chamado de recesso branco porque os parlamentares não poderiam ter suspendido as atividades do Congresso Nacional sem concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Entretanto, a lei não foi votada e mesmo assim os deputados e senadores seguiram para os estados e as sessões deliberativas das duas Casas foram suspensas. Algumas comissões podem convocar reuniões durante esse período, mas não há previsão de que tenham quórum para qualquer tipo de votação.

Com informações da Agência Brasil



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