Protesto
Atualizado em: 15/05/2019 - 5:32 pm

Atos em várias cidades pedem manutenção de verbas para universidades. Foto: Agência Brasil

Em diversas cidades brasileiras, estudantes, trabalhadores da educação e sindicalistas se mobilizam nesta quarta (15) para protestar contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de institutos federais.

Convocados por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), os atos também criticam a possibilidade de extinção da vinculação constitucional que assegura recursos para o setor e a proposta de reforma da Previdência.

Segundo a CNTE, há atos previstos nas 27 capitais brasileiras e em várias outras cidades do país.

Ceará
No Ceará, segundo os organizadores da mobilização, mais de 50 mil foram às ruas protestar contra o bloqueio de cerca de 30% da verba discriminatória das universidades e institutos federais. Durante o ato, representantes estudantis, sindicalistas e diretores de entidades sociais convocaram os manifestantes para uma greve geral, marcada para o próximo dia 14 de junho.

Em Fortaleza, por volta das 6 horas,  estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) bloquearam o cruzamento das avenidas 13 de Maio e da Universidade, no bairro Benfica. O ato principal, no entanto, foi na Praça da Bandeira, no Centro de Fortaleza. Milhares de pessoas ocuparam parte da praça, em frente do prédio da Faculdade de Direito da UFC. Às 10 horas, os manifestantes seguiram em passeata pelas ruas do Centro até à avenida 13 de Maio, em frente à Reitoria da UFC.

Organizadores da mobilização informam que atos de protesto aconteceram também nos municípios de Sobral, Juazeiro do Norte, Iguatu, Crateús, Russas, Cedro,Tauá, Paracuru, Quixadá e Quixeramobim.

Curitiba
Na capital paranaense, manifestantes que partiram de diferentes pontos da cidade se concentram em frente à Universidade Federal do Paraná, na região central da cidade. Está prevista uma caminhada até o Centro Cívico, a cerca de 2 quilômetros de distância. Dali, o grupo planeja seguir para a sede da prefeitura antes de se dirigir à Assembleia Legislativa, onde representantes do grupo devem se reunir com deputados estaduais. Até as 11h, a Polícia Militar (PM) não tinha calculado o número de manifestantes.

Salvador
A mobilização já lotava o Largo do Campo Grande, no centro, quando, perto das 10h, estudantes, professores, sindicalistas e apoiadores da manifestação saíram em caminhada com destino à Praça Castro Alves, distante cerca de 1,5 quilômetro. A Polícia Militar acompanha a manifestação a fim de garantir a segurança das pessoas, mas não divulgará o número de participantes.

Brasília
Os manifestantes se concentraram em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios. Dali, seguiram em direção ao Congresso Nacional, portando faixas e cartazes contra o contingenciamento de 3,4% das chamadas despesas discricionárias, ou seja, aquelas não obrigatórias, que o governo pode ou não executar, e que incluem despesas de custeio e investimento. Do alto do carro de som que acompanha a marcha, manifestantes discursam em favor de mais investimentos nas universidades públicas e sobre o risco de o corte de verbas inviabilizar as pesquisas desenvolvidas nos campus acadêmicos. Segundo cálculos da PM, às 11h, o ato reunia cerca de 2 mil pessoas.

Segundo a UNE, o contingenciamento coloca em risco a manutenção e a qualidade das universidades públicas, prejudicando seus atuais alunos e jovens que cursam o ensino médio e veem ameaçada a possibilidade de ingresso no ensino superior.

MEC
O Ministério da Educação (MEC) garante que o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos. Segundo o MEC, o bloqueio preventivo atingiu apenas 3,4% das verbas discricionárias das universidades federais, cujo orçamento para este ano totaliza R$ 49,6 bilhões. Deste total, segundo o ministério, 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.

De acordo com o ministério, 13,83% (ou R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) diz respeito àquelas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo governo federal.

Com informações da Agência Brasil e Assessorias



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