Transição
Atualizado em: 30/11/2018 - 2:27 pm

Bolsonaro diz que não dará indulto na Presidência. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), reafirmou nesta sexta-feira (30) que não dará indultos em seu mandato. “Já que indulto é um decreto presidencial, a minha caneta continuará com a mesma quantidade de tinta até o final do mandato”, disse, após participar da formatura de 530 sargentos na EEAR (Escola de Especialistas de Aeronáutica) em Guaratinguetá (190 km de São Paulo) .

O indulto presidencial perdoa a punição de certos crimes. O que foi concedido por Michel Temer (MDB) no ano passado está em discussão no STF (Supremo Trinunal Federal). “Não é apenas a questão de corrupção, qualquer criminoso tem que cumprir sua pena de maneira integral. É isso inclusive que eu acertei com Sergio Moro, indicado para ser ministro da Justiça”, completou.

“Se não houver punição ou se a punição for extremamente branda, é um convite à criminalidade”, disse Bolsonaro.

Ambiente
Sobre a indicação para o Ministério do Meio Ambiente, que ainda não foi feita, Bolsonaro disse que há cinco possibilidades e que a preservação ambiental hoje é feita de forma xiita. “Tem cinco nomes, todos excepcionais, estão de acordo com aquilo que eu penso sobre Meio Ambiente. Porque nós queremos uma política ambiental para preservar o meio ambiente, obviamente, mas não de forma xiita como é feito atualmente.”

Multas
Bolsonaro disse que o Meio Ambiente não pode atrapalhar o homem do campo e que vai acabar com a indústria de multas na área. Sobre a visita do assessor de segurança da Casa Branca, John Bolton, nesta quinta (29), o presidente eleito disse que ele foi muito bem alimentado -referência aos comentários sobre a austeridade do cardápio. A mesa de lanche tinha banana, Danoninho e suco de caixinha. “Até que enfim o Brasil escolheu um presidente que não odeia os EUA”, disse.

E ainda
Bolsonaro tem o hábito de acompanhar a formatura na escola a cada ano. A EEAR forma sargentos para atuarem na Força Aérea em todo o país. O presidente eleito estava acompanhado de seus futuros ministros general Augusto Heleno (GSI) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), além do senador eleito Major Olímpio (PSL-SP).

Com informações da Folha



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