Bastidores
Atualizado em: 09/11/2019 - 4:24 pm

Camilo encontra Lula em São Paulo e defende liberdade e tolerância. Foto: Divulgação

O governador do Ceará, Camilo Santana, esteve em São Paulo neste sábado (09) onde encontrou o ex-presidente Lula. “Não poderia deixar de vir abraçar meu amigo Lula, o presidente que tirou 32 milhões de brasileiros da miséria, principalmente no Nordeste historicamente pobre e esquecido”, afirmou o governador ao justificar a agenda em publicação no Facebook.

O encontro com Camilo e líderes petistas, representantes de outros partidos de esquerda, de sindicatos e de movimentos sociais ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Foi lá, em abril de 2018, que o presidente fez seu último discurso antes de se entregar a policiais federais e ser levado à prisão em Curitiba, onde passou 580 dias.

Tolerância
No texto compartilhado pelas redes sociais, Camilo Santana defende liberdade e tolerância. “Espero que nosso país busque conviver com as diferenças de opinião. Que haja mais diálogo, tolerância e respeito, independente de posições partidárias, para exercermos a democracia na sua plenitude. Intolerância e ódio são o pior caminho. E não é isso que queremos para o nosso país”, disse.

Sabedoria
Ainda segundo Camilo, é preciso manter respeito nas relações e foco na resolução dos problemas nacionais. “O que precisamos, cada vez mais, é discutir os problemas do Brasil com muita sabedoria, serenidade e respeito. E resolver urgentemente as questões que afligem nossa população, principalmente o desemprego”, conclui o governador.

Barrado
Lula foi solto um dia antes, beneficiado por um novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo o qual a prisão de condenados somente deve ocorrer após o fim de todos os recursos. O petista, porém, segue enquadrado na Lei da Ficha Limpa, impedido de disputar eleições.

Livres
Condenado em duas ações da Lava Jato, o ex-presidente foi solto nesta sexta-feira (8) um dia após o STF ter decidido, por 6 votos a 5, que uma pessoa condenada só pode ser presa após o trânsito em julgado (o fim dos recursos). Isso alterou a jurisprudência que, desde 2016, tem permitido a prisão logo após a condenação em segunda instância.

A decisão do Supremo, uma das mais esperadas dos últimos anos, tem potencial de beneficiar cerca de 5.000 presos, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O Brasil tem, no total, aproximadamente 800 mil presos. Lula, o também petista José Dirceu e o tucano Eduardo Azeredo já foram soltos.



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