Ceará
Atualizado em: 20/04/2017 - 5:21 pm

Capitão Wagner chama governo de “frouxo” e cobra plano de segurança para o Ceará

O deputado Capitão Wagner (PR) criticou, nesta quinta-feira (20/04), a falta de um plano de segurança pública para o Ceará, e cobrou a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico.

Ele destacou o incêndio de 16 ônibus ontem em Fortaleza e Região Metropolitana e associou o vandalismo à transferência de presos das unidades prisionais do Ceará.

“Frouxo”
De acordo com o parlamentar, o Governo do Estado está sendo “frouxo” e a atual política de segurança não vai gerar resultados melhores. “Na coletiva da Secretaria de Segurança Pública, afirmaram que continuarão fazendo o mesmo trabalho. Ora, o mesmo trabalho só irá gerar os mesmos resultados que não estão sendo bons”, afirmou.

Secretário
Capitão Wagner elogiou também a postura do secretário de Segurança, André Costa, mas considerou que ele “sozinho não consegue resolver o problema da violência”. Conforme observou, “a política está sempre em primeiro plano, inclusive nas ações policiais”.

Caso
O deputado citou um caso ocorrido em Mulungu, onde os policiais locais abordaram um “bandido conhecido da cidade, mas que possui ligações políticas”. “Com esses contatos políticos, o bandido não só conseguiu se safar, como seu contato fez com que todo o quadro de policiais do município fosse trocado”, disse. “Um caso claro de ingerência política, coisa que o secretário de Segurança, logo que iniciou sua gestão na pasta, disse que não iria tolerar”, lembrou.

Críticas
Capitão Wagner criticou também o discurso de parlamentares “que defendem que não se pode culpar o governo pelos atos violentos de ontem”. “Ficam usando dados de redução da violência para fazer política e, na hora de votar matérias importantes para a segurança do Estado, fogem”, afirmou.

“Várias soluções são apontadas aqui para reduzir a violência, já aprovamos vários projetos no orçamento do Estado, visando desde a qualificação dos policiais à criação de serviços de inteligência para a Polícia Militar”, disse.O parlamentar lembrou que “tudo é aprovado, mas não vemos acontecer porque sempre a política vem em primeiro lugar”.



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