Nordeste
Atualizado em: 05/02/2014 - 7:34 pm

MPF apura se houve improbidade administrativa no desfalque de R$1,2 bilhão do BNB

MPF apura se houve improbidade administrativa no desfalque de R$1,2 bilhão do BNB

As novas informações serão anexadas ao inquérito civil público que investiga se houve improbidade administrativa na conduta dos ex-gestores. O caso já é julgado como gestão fraudulenta em outra ação já ajuizada pelo MPF, na esfera criminal

Em reunião realizada na tarde desta terça-feira, 5 de fevereiro, no Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE), a procuradora da República Nilce Cunha solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria Geral da União (CGU) novos relatórios que detalhem as investigações sobre operações em débito realizadas pelo Banco do Nordeste (BNB) que teriam gerado prejuízo superior a R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.

Em dois dias
No encontro, representantes do TCU e da CGU se comprometeram a encaminhar os novos dados ao MPF num prazo de dois dias.

Smith e outros dez
Inquérito civil público instaurado pela procuradora Nilce apura, desde 2010, possível ato de improbidade administrativa praticado pelo ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB) Roberto Smith, e outros dez ex-dirigentes da instituição financeira. A investigação difere da ação penal já ajuizada pelo procurador da República Edmac Trigueiro, que denuncia os mesmos réus pela prática de gestão fraudulenta.

Entenda o caso
Segundo relatório do TCU concluído em 2009, os ex-gestores teriam praticado irregularidades na administração dos recursos do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE), provocando dano financeiro superior a R$ 1,2 bilhão nas contas da União.

O prejuízo teria acontecido após os dirigentes do BNB autorizarem pelo menos 52 mil empréstimos, dentre eles repasses milionários a empresários. Depois que os empréstimos eram realizados, os gestores bancários ignoravam os procedimentos de cobrança, encobrindo a real situação patrimonial do FNE.

Relatório de auditoria operacional do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou a existência de clientes com dezenas e até centenas de operações baixadas em prejuízo, sem que tenha sido feita ação de cobrança judicial por parte do BNB, em detrimento dos normativos do banco. De 55.051 operações auditadas, somente 2.385 possuíam Autorização de Cobrança Judicial (ACJ).

Com informações do Ministério Público Federal no Ceará



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