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Atualizado em: 06/08/2013 - 9:18 am

Centrais Sindicais paralisam em protesto contra as terceirizações

Centrais Sindicais paralisam em protesto contra as terceirizações

As centrais sindicais de todo país realizam nesta terça-feira (6) uma paralisação contra o projeto que regulamenta a terceirização no mercado de trabalho. O projeto de lei 4330, de 2004, está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e deve voltar à discussão nesta semana após o termino do prazo para negociações entre trabalhadores, empresários, governo e parlamentares. As centrais alegam que a proposta pode abrir espaço para precarização das relações de trabalho.

Fortaleza
Em Fortaleza, a manifestação acontece em frente a sede da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), a partir das 9 horas.

Neo
Segundo o secretario da Executiva Nacional da Conlutas e do PSTU, Zé Maria, a terceirização avançou com a onda neoliberal dos anos 90. “A data chama atenção para o avanço desta forma de trabalho que significa mais precarização das relações trabalhistas. O objetivo das empresas é flexibilizar direitos e aumentar a competitividade de seus produtos pagando baixos salários. Não é à toa que o perfil do trabalhador terceirizado é jovem, menos remunerado, feminino e negro, menos sindicalizado e submetidos a uma alta taxa de rotatividade e um ritmo estressante de trabalho”, denuncia.

Em números
Segundo o Sindicato dos Empregados em Prestadoras de Serviço do Estado, apenas no Estado de São Paulo, os terceirizados somavam 110,9 mil, em 1995. Em 2010, o número já era 700 mil. A categoria bancária, por exemplo, que chegou a ter aproximadamente 1 milhão de trabalhadores há 20 anos, atualmente opera com 400 mil, além de quase 400 mil terceirizados.

Dos cerca de 2 milhões de professores do ensino básico que atuam no país, 800 mil são contratados temporários (precarizados), sem concurso público. Há estados, como o Espírito Santo, em que esse número chega a 71%.

Aquecimento
Conforme as centrais sindicais, a mobilização é uma preparação para o dia 30 de agosto, quando realmente os trabalhadores irão cruzar os braços. O objetivo é aumentar a pressão sobre patrões e o governo Dilma pelo atendimento da pauta de reivindicação unitária entre as centrais.

Pauta
Veja abaixo a pauta dos trabalhadores:

  • – redução da tarifa e melhoria do transporte público;
  • – mais investimentos em saúde e educação pública;
  • – fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
  • – redução da jornada de trabalho;
  • – fim dos leilões do petróleo;
  • – contra o PL 4330 da terceirização;
  • – reforma agrária;
  • – salário igual para trabalho igual.

Com informações da assessoria



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