Impeachment
Atualizado em: 31/08/2016 - 7:00 am

Choros e discursos finais marcam 5º dia de julgamento no Senado. Fotos: Ag.Brasil

Choros e discursos finais marcam 5º dia de julgamento no Senado. Fotos: Agência Brasil

A terça-feira (30) no impeachment foi marcada por choros tanto da advogada de acusação, Janaína Paschoal, como do advogado de defesa, José Eduardo Cardozo. Depois, os senadores fizeram seus discursos: 42 falaram a favor do impeachment, 18 contra e 3 não declararam voto. Durante a noite, Lewandowski anunciou que a sessão para a votação final irá começar às 11h desta quarta-feira (31). Veja os destaques do 5º dia do julgamento:

Janaína chora
A advogada Janaína Paschoal abriu o 5º e penúltimo dia do julgamento no Senado. Ela justificou o impeachment como “remédio constitucional”, pediu desculpas pelo “sofrimento” que causou a Dilma e chorou. “Peço que ela um dia entenda que eu fiz isso pensando também nos netos dela.”

Ela reiterou que sua denúncia é baseada em 3 pilares: omissão de Dilma diante do petrolão, as pedaladas fiscais e os decretos de créditos suplementares editados em desconformidade com a meta. “A perícia confirmou os empréstimos, confirmou que são operação de crédito, confirmou que não foram contabilizados.”

Malandramente
Na sequência, foi a vez do advogado Miguel Reale Júnior fazer suas argumentações finais. Disse que o crime está, inicialmente, no uso dos bancos oficiais para financiar o Tesouro. E reafirmou que as “pedaladas fiscais” são operações de crédito. “O lulo-petismo é a legitimação da esperteza malandra. O país não quer mais isso.”

Cardozo chora
O advogado José Eduardo Cardozo chorou ao deixar a tribuna do Senado, onde fez a última defesa da presidente afastada no julgamento do impeachment no Senado. Em seu discurso, o ex-ministro da Justiça alegou que as pedaladas fiscais foram realizadas também por Fernando Henrique Cardoso e Lula e que eles não foram processados.

Disse que a tese foi construída por um procurador do TCU “suspeito” e um auditor “ainda mais suspeito” e que a acusação “é tão pobre de provas que tem de distorcer as provas da defesa”. Para finalizar, Cardozo voltou a pedir que os senadores aceitem a proposta de convocar um plebiscito para novas eleições. “Não aceitem que nosso país sofra um golpe parlamentar. Para que Dilma não sofra a pena de morte política”.

Senadores
Ao todo, 63 senadores se inscreveram para fazer o discurso final sobre o julgamento de Dilma. Fernando Collor (PTB-AL) disse que “o governo afastado transformou sua gestão em uma tragédia anunciada.”; Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) declarou que “a maior fraude da história do Brasil não ficará impune.”

Já Humberto Costa (PT-PE) afirmou que “estamos vivendo a maior das farsas da nossa história recente.”; e Roberto Requião (PMDB-PR) desejou que “cada um esteja consciente do que há por vir.”

Aloysio x Guimarães
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), líder do governo Temer, e o deputado José Guimarães (PT-CE), que foi líder do governo Dilma na Câmara, protagonizaram uma confusão logo após o pronunciamento de Janaína Paschoal.

O tucano pediu que o petista fosse retirado do plenário após ele ter chamado a advogada de “golpista”. Nos últimos dias, tem sido frequente a presença de deputados no Senado para assistir às discussões do julgamento de Dilma. Diante da confusão, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, suspendeu os trabalhos por cinco minutos.

Votação final
A sessão para a votação final do impeachment está marcada para começar às 11h desta quarta-feira (31), informou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento. Após a fase de discursos, Lewandowski terá que fazer a leitura do resumo do processo com as alegações da acusação e da defesa.

Em seguida, dois senadores favoráveis ao impeachment de Dilma e dois contrários terão cinco minutos cada um para encaminhamento de votação. A votação é no painel eletrônico e, para confirmar o impeachment, são necessários 54 votos a favor do afastamento de Dilma.

Acusação
Dilma é acusada de ter cometido crimes de responsabilidade ao editar 3 decretos de crédito suplementar sem a autorização do Congresso Nacional e atrasar pagamentos, da União para o Banco do Brasil, de subsídios concedidos a produtores rurais por meio do Plano Safra – as ‘pedaladas fiscais’. Segundo a acusação, a edição dos decretos comprometeu a meta fiscal, o que é vedado pela Lei Orçamentária Anual. Os denunciantes dizem que as ‘pedaladas’ configuram tomada de empréstimo pela União com instituição financeira que controla, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Defesa
Já a defesa, comandada pelo ex-ministro José Eduardo Cardozo, sustenta que a edição dos decretos foi um remanejamento de recursos, sem impactos na meta fiscal. Cardozo também alega que não houve má-fé da presidente na edição dos decretos. Com relação às ‘pedaladas’, a defesa diz que não são empréstimos, mas sim prestações de serviços e que Dilma não teve participação direta nos atos.

Com informações do G1



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