Banheiros Fantasmas
Atualizado em: 04/05/2012 - 12:45 pm

Nove meses depois, ninguém sabe dizer onde foi parar o dinheiro desviado dos cofres públicos

Um dia após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) decidir pela manutenção do afastamento do ex-presidente da Corte, Teodorico Menezes, o governador Cid Gomes afirmou que o escândalo de desvio de verbas que ficou conhecido como o caso dos “Banheiros Fantasmas” serviu como “lição” para o Governo do Estado na contratação de convênios.

“A partir de agora, estamos tomando medidas para evitar que o fato se repita. Desse caso, o Governo tirou lições”, admitiu o governador. A declaração foi feita antes da reunião do Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários (Mapp) com o secretariado, realizada na manhã de quinta-feira (03).

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E as sindicâncias?
Questionado sobre o andamento das investigações na secretaria das Cidades, pasta de onde o dinheiro foi desviado através do programa de construção dos Kits sanitários, Cid Gomes disse que a apuração ainda não foi encerrada e que as sindicâncias devem apontar os possíveis responsáveis pelo esquema.

“Nós vamos deixar transparentes todas as ações relativas a esse caso, começando com a identificação de pessoas que tiveram responsabilidade em nível de governo”, destacou o governador para, em seguida, completar afirmando que . “A partir de agora, todos os banheiros vão passar por editais públicos”.

Relembrando o escândalo dos banheiros Fantasmas
Só para municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foram liberados mais de dois milhões de reais para a construção de cerca de mil kits sanitários que nunca saíram do papel. Os ex-secretrários Joaquim Cartaxo, Jurandir Santiago (hoje presidente do BNB) e o atual secretário Camilo Santana assinaram as liberações dos recursos e as prorrogações dos prazos para a conclusão das obras.

O caso dos banheiros fantasmas em Pindoretama, na RMF, foi apenas a ponta do Iceberg de corrupção e desvio de dinheiro público. Uma rápida consulta ao Diário Oficial do Estado podemos encontramos vários convênios firmados entre a Secretaria das Cidades e associações recém fundadas e completamente desconhecidas dos moradores de municípios em que deveriam estar funcionando.

Só na RMF
No total foram oito convênios firmados com cinco entidades, totalizando R$ 2.052.000,00 dos cofres do Estado para financiar o esquema de banheiros fantasmas. Em todos os casos citados aqui, existem indícios de relacionamento entre os representantes das entidades e o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE), Teodorico Menezes.

Afastados
À época, o “escândalo dos banheiros” provocou o afastamento de servidores da Secretaria das Cidades e envolveu pelo menos cinco instituições ligadas a Teodorico.

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