Entrevista
Atualizado em: 21/03/2017 - 7:02 am

Em entrevista, Cid avalia que o governo Temer não tem legitimidade para tratar de nenhuma reforma estrutural no país. Foto: Arquivo/Kézya Diniz

O ex-governador Cid Gomes (PDT) seguiu a linha crítica do irmão Ciro Gomes e afirmou que as reformas, trabalhista e da previdência, anunciadas pelo presidente Michel Temer são “coisa para inglês ver, porque é só engodo”.

Cid ironizou também o fato de tantos partidos estarem apoiando o peemedebista. “Michel Temer é um grande engodo, porque ele se ancora numa base extremamente fisiológica para a sua sobrevivência”, frisou ele, assegurando que Temer se ancora na grande bancada nacional, que fica com discurso que quer reforma, mas, na verdade, quer juros altos.

Legitimidade
Na avaliação dele, o governo Temer não tem legitimidade para tratar de nenhuma reforma estrutural no país. Na convenção do último final de semana, o PDT decidiu fechar questão contra as reformas da previdência e trabalhista.

Oportunidade
Cid criticou, ainda, que quem empreende ou trabalha no Brasil não tem oportunidade, o que, segundo ele, “é lamentável”. O ex-governador demonstrou pessimismo em relação a recuperação econômica do país. “O Brasil só tem saída se tiver um governo que se volte para o empreendedorismo e o trabalhismo, o seja o trabalhador”, disse o pedetista, acrescentando que essas linhas – a criatividade, os novos negócios, os novos empreendimentos – são linhas que geram emprego, e oportunidade e, dessa forma, se unem.

Mediação
Conforme ele, o papel do governo federal é o de mediar e fazer com que o dinheiro não fique nas mãos do especulador. “O dinheiro tem que voltar para aumentar o salário do trabalhador e para dar oportunidade, através de financiamento a quem tem uma boa ideia”, enfatizou.

Economia
Ainda conforme Cid Gomes, o Brasil vive um momento de grande frustração, porque, segundo avalia, hoje, a economia equivale a mesma de sete anos. “É como se o País tivesse regredido três anos no tempo, em função de 2015 e 2016, que teve queda no PIB [Produto Interno Bruto] acima de 3% ou 4%”, pontuou.

Alternativas
Sobre a candidatura do irmão Ciro Gomes à presidência da República em 2018, o ex-governador afirmou que Ciro é uma “alternativa de mudança” do País. “O nosso partido está apostando na candidatura do Ciro e acho que ele é capaz de promover um profundo debate no País. Os demais pré-candidatos que estão aí (não falou os nomes) nenhum calça o sapato do Ciro em matéria de conhecer o Brasil e ter experiência e poder de inovação”, assegurou ele, acrescentando que, talvez, em 2018, pela via política, o Brasil consiga recuperar a esperança necessária para retomar o crescimento.

Com informações do OE



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