Em Brasília
Atualizado em: 18/03/2015 - 7:05 pm

O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão hoje (18) após polêmicas com o Congresso. Na foto, ele deixa a Câmara dos Deputados depois de prestar depoimento no plenário.  Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão hoje (18) após polêmicas com o Congresso. Na foto, ele deixa a Câmara dos Deputados depois de prestar depoimento no plenário. Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Depois de três meses à frente do Ministério da Educação, Cid Gomes (Pros) deixa o governo Dilma Rousseff. A informação já foi confirmada pela Casa Civil da Presidência da República no inicio da noite desta quarta-feira (18).

A informação é que, após deixar o plenário da Câmara dos Deputados, Cid pessoalmente entregou sua carta de demissão a presidente Dilma Rousseff.

Esclarecimento
À tarde, Cid foi até o Palácio do Planalto assim que deixou o Congresso Nacional, onde foi depois de uma convocação dos parlamentares para explicar uma polêmica afirmação de que haveria no Congresso “300, 400 achacadores”.

Justificativa
Ao sair do Planalto, Cid Gomes justificou sua saída reconhecendo que sua declaração acusando parte da Câmara ser formada por “achacadores” criou dificuldades para o governo junto à base aliada. “A conjuntura política impede minha presença no governo”, disse Cid.

“Minha declaração ficou em posição de indisposição com grande parte da base. Minha declaração criou dificuldades para a base do governo”, disse o ministro que acredita que a presidente conseguirá superar a crise de imagem pela qual passa.

Apenas, cinco minutos?!
A reunião de Cid com a presidente durou menos de cinco minutos. Ele informou que não deu espaço para que a presidente insistisse em sua permanência. “Disse a ela que era em caráter irrevogável”, disse Cid.

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Clima tenso
A presença de Cid Gomes na Comissão Geral nesta quinta-feira foi tensa. O deputado federal Sergio Zveiter (PSD/RJ) chamou o ministro da Educação de “palhaço”. Muito ofendido, Gomes pediu respeito. Quando tentou voltar a falar, teve o microfone cortado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

Com informações das Agências



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