Entrevista
Atualizado em: 19/03/2015 - 7:00 am

Na avaliação do ex-ministro, o problema central do Governo é a economia, e o pacote anticorrupção passa longe de resolver o problema

Na avaliação do ex-ministro, o problema central do Governo é a economia, e o pacote anticorrupção passa longe de resolver o problema

Qualquer governo necessita prestar atenção aos recados das ruas. É o que o ex-ministro Ciro Gomes (Pros) receita para a presidente Dilma Rousseff, ao comentar as manifestações do último domingo (15) contra sua gestão.

Para ele, o pacote anticorrupção “passa longe do que importa”. Na avaliação do ex-ministro, a economia é o ponto em questão e disse que a moeda brasileira está “derretendo” diante das moedas internacionais.

“Essas razões reais o governo Dilma precisa ter sensibilidade, modéstia, humildade e a competência para entender, para evitar a repetição delas”, alerta, justificando que, na verdade, mudanças sérias na economia brasileira precisam ser realizadas e não o lançamento de um pacote de bondades.

Ameaça
Segundo destacou, a recessão é um ameaça ao empreendedor e daqui a pouco, avançará sobre o nível de emprego do País. “A inflação está aí e isso é um quadro muito preocupante”, adverte. Apesar disso, Ciro não quis dar palpite sobre quais ações o Governo precisa por em prática para reverter os problemas.

Pilantra
Ao comentar a ida do irmão, o agora ex-ministro da Educação, Cid Gomes, à Câmara dos Deputados, Ciro disse que falar a verdade no Brasil é um “preço que deve ser pago”, além disso, falar a verdade “custa caro”. Cid Gomes foi convocado para prestar esclarecimento no plenário da Casa, após declarar que havia “400, 300 achacadores” do governo na Câmara.

“Falar a verdade neste País, especialmente, nestes tempos, custa muito caro. Mas acho que esse preço tem que ser pago, porque quem faz história não são os pilantras que hoje dominam a cena nacional e sim os homens que não se abatem diante dos constrangimentos”, afirmou, antes da demissão de Cid, a jornalistas no Aeroporto Internacional Pinto Martins.

Fora
Cid prestou esclarecimentos aos deputados federais e, após deixar o plenário da Câmara dos Deputados, o ex-ministro pessoalmente entregou sua carta de demissão a presidente Dilma Rousseff. A reunião de Cid com a presidente durou menos de cinco minutos. Ele informou que não deu espaço para que a presidente insistisse em sua permanência. A presença de Cid Gomes na Comissão Geral nesta quinta-feira foi tensa.

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