Bastidores
Atualizado em: 12/03/2019 - 8:00 am

Ciro diz que vai pensar 100 vezes antes de tentar Presidência de novo

Derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, Ciro Gomes (PDT) diz que vai pensar cem vezes se será candidato novamente em 2022. “Sabe lá o que vai acontecer com o Brasil, estou muito angustiado, muito preocupado e acho que preciso ter a liberdade de uma não conveniência de candidatura para ajudar os jovens, principalmente, a entender o que está acontecendo”, disse.

O ex-ministro afirmou, porém, que se for essa a vontade do partido, terá entusiasmo para disputar o Planalto mais uma vez. Ciro diz que, agora, não vai “agir com a prudência de candidato”, ou seja, não terá “silêncios, conversa mole e promessas mirabolantes”. “Vou falar o que as pessoas precisam ouvir”, disse à imprensa após palestrar em evento em São Paulo na segunda-feira (11).

Críticas
No encontro, chamou os integrantes do governo Jair Bolsonaro (PSL) de “bando de boçais” e de “canalhas”. Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), foi qualificado de “laranja-mor” para o público do evento organizado pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa. Também sobraram críticas à imprensa, ao PT, ao Judiciário e ao vereador Fernando Holiday (DEM-SP). Ciro disse que continuará lutando e que planeja lançar um livro e fazer palestras pelo país.

Confusão geral
Em meio a uma longa explanação sobre economia para cerca de 70 pessoas, entre elas o vereador Eduardo Suplicy (PT), Ciro disse ver confusão no governo federal. “Botaram um garoto de 13 anos, adolescente, tuiteiro, para governar o país”, disse arrancando risadas da plateia. À imprensa, Ciro disse que não iria comentar os tuítes de Bolsonaro, pois não são temas relevantes, como as suspeitas sobre Flávio Bolsonaro e o laranjal do PSL –assuntos que ele pediu que a imprensa continue investigando.

Condenação
Ciro ainda contestou sua condenação pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ao pagamento de R$ 38 mil de indenização por danos morais ao vereador Fernando Holiday por chamá-lo de “capitãozinho do mato” em entrevista à Rádio Jovem Pan no ano passado. No mês passado, ele voltou a usar a expressão “capitão do mato” em entrevista à rádio cearense Tribuna BandNews FM, e Holiday disse que o processará novamente. “A crítica política é livre. O dia que alguém tipo um bostinha desses me calar, nesse dia eu já saí da vida pública”, afirmou Ciro.



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