Opinião
Atualizado em: 16/04/2015 - 11:24 am

Ciro Gomes avalia que crise político-econômica deve seguir até 2016. Foto: Tiago Stille/O Estado

Ciro Gomes avalia que crise político-econômica deve seguir até 2016. Foto: Tiago Stille/O Estado

O atual cenário político-econômico do Brasil, principalmente o econômico, deverá seguir até 2016 caso a desvalorização do real siga como o visto hoje. A avaliação é do ex-ministro da Fazenda e Integração, Ciro Gomes, durante palestra sobre “Conjuntura Político-Econômica Brasileira”, na última segunda-feira (13) na 8ª edição da Parecis SuperAgro, em Campo Novo dos Parecis.

De acordo com Ciro, é preciso tomar cuidado com a instabilidade do câmbio no momento da realização de negócios. “A crise de 2008 ainda gera reflexos no mercado global”, declarou o ex-ministro.

Algo inevitável
A crise de 2008, salienta Ciro Gomes, foi uma consequência inevitável de algo que se mostrava o contrário da realidade naquele momento nos Estados Unidos. O ex-ministro pontuou ainda que a situação da Europa é ainda mais grave, pois o Euro não é uma moeda de troca como é o dólar.

“A China está tentando evitar que haja crise de economia. Eles estão colocando um freio. Contudo, a busca por alimentação do país asiático seguirá, o que vai reduzir é a margem de expansão”, destacou.

Brasil vulnerável
Conforme Ciro Gomes, o Brasil é vulnerável ao mercado estrangeiro tanto na demanda por exportação quanto na importação de manufaturados. “Há cerca de duas décadas o Centro-Oeste carrega o Brasil nas costas. É o que vinha mantendo o superávit da Balança Comercial. Não se consegue mais pagar com commodities o que se traz em manufatura”.

Vai piorar?!
“O ano de 2016 será pior ou não, em relação a 2015. Vai depender de como andar a desvalorização da moeda brasileira”, ressalta o ex-ministro.

Com informações do Pros



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