Entrevista
Atualizado em: 24/11/2015 - 10:03 am

Ciro nega disputa interna e diz que vai cumprir o papel que lhe for delegado pela sigla. Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Ciro nega disputa interna e diz que vai cumprir o papel que lhe for delegado pela sigla. Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Após declarar que irá cumprir, no PDT, “qualquer tarefa” que o partido lhe delegar, o ex-ministro Ciro Gomes nega que esteja travando uma disputa interna contra o senador Cristovam Buarque para representar a legenda nas eleições presidenciais de 2018.

“O que o senador Cristovam quer é disputar novamente a Presidência da República e, para tal, já começou a lutar”, disse Ciro, acrescentando que não “atrapalhará” os planos do correligionário.

Recentemente, Cristovam Buarque ratificou sua disposição de disputar as prévias de seu partido para escolher o candidato pedetista à Presidência. Ciro, porém, desponta como seu principal adversário neste embate. A discussão interna no PDT promete novos e emocionantes lances nos próximos três anos.

Sem disputa
Ciro tem dito, inclusive, em quase todas as entrevistas sobre o assunto, que, ao contrário de Buarque, ele não se dispõe a disputar a corrida presidencial, a não ser se for convocado pelo partido. “Eu não me filiei ao PDT para ser o candidato do partido à Presidência da República, porque no Pros eu não poderia mais continuar, mas se a legenda me escolher é porque confia em mim”, salientou Ciro.

Já Buarque tem ressaltado, até mesmo nas redes sociais, que, ao contrário de Ciro Gomes, ele se dispõe a disputar a corrida presidencial partido da eleição interna.

Ciro x Cristovam
Ministro da Fazenda no governo Itamar Franco e da Integração Nacional no segundo mandato de Lula, Ciro Gomes deixou o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) para se filiar ao PDT. Com as bênçãos do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, Ciro é apontado como candidato do partido à sucessão de Dilma Rousseff. No ato de sua filiação, ele teve sua candidatura à presidência praticamente lançada por Lupi. Cristovam, por sua vez, já deixou clara sua insatisfação com a presença dos irmãos Ferreira Gomes na legenda, especialmente de Ciro, seu adversário direto na luta pela indicação do partido.

Economia
Em entrevista ao jornal O Estado, Ciro aproveitou para fazer críticas à atuação do ministro Joaquim Levy, da Fazenda, que, segundo ele, está adotando medidas que vão na contramão do crescimento. Conforme o pedetista, para mudar o quadro tem que fazer dois movimentos. Primeiro, é preciso mudar o rumo, porque a inflação continua crescendo e o País enfrentando uma recessão, que, de acordo com ele, é “inédita” no Brasil. Segundo, é focar na questão dos resultados visando uma agenda popular. Isso porque, de acordo com o ex-ministro, no momento, existe uma equação que é basicamente recessiva e retórica. Agora, segundo ele, o Governo está produzindo um desequilíbrio fiscal que está alcançando os estados e municípios.

Cunha
Ciro defendeu a renúncia de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados e disse que as instituições devem fortalecer a cobrança, pois a situação vem causando prejuízos “incalculáveis” ao País.



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