Fortaleza
Atualizado em: 21/06/2011 - 4:09 pm

Luizianne Lins mantém gastos do cartão corporativo sob sigilo. Foto: reprodução da TV Jangadeiro.

O Tribunal de Contas dos Municípios adiou o julgamento dos gastos com o cartão corporativo da prefeitura de Fortaleza, marcado para acontecer inicialmente nesta terça-feira (21). As despesas que serão avaliadas são referentes ao exercício de 2007.

Estão sendo investigadas a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins; a chefe de gabinete da prefeita, Helena Barroso; e uma assessora de Luizianne, Nagela Raposo.

De acordo com o conselheiro Pedro Ângelo, relator do processo, a prefeita Luiziane Lins gastou no ano de 2007 quase 17 mil reais com o cartão corporativo, mas até hoje não apresentou prestação de contas das compras e saques efetuados, inclusive no exterior.

Leia ainda:
TCM julga gastos do cartão corporativo da Prefeitura de Fortaleza nesta terça 
Veja: “A Joaninha vira um Marimbondo” 

Devolução de parte do dinheiro
Além da Luiziane, a chefe de gabinete da prefeita, Helena Barroso e sua assessora Nagela Raposo, utilizaram os cartões de forma irregular, no parecer do relator do processo, que ainda afirmou ter recebido na última sexta-feira (17) documentação enviada pela prefeitura para comprovar a devolução de parte do dinheiro.

“Ainda faltam mil, cento e sete reais para quitar o débito”, afirmou.

Gambá
Pedro Ângelo também comparou as irregularidades dos cartões corporativo da prefeita de Fortaleza com um “gambá dentro de um quarto”, mal cheiroso e impossível de não ser percebido.

Imoral
Citando julgamento semelhante sobre cartões corporativos no governo Federal, Pedro Angelo disse que os valores pequenos diante do volume orçamentário da prefeitura de Fortaleza não podem servir de desculpa para que os conselheiros fechem os olhos diante da “imoralidade” dos gastos sem prestação de contas. 

“Esse pagamento não altera a imoralidade do ato. A moralidade administrativa não aceita esse cálculo com a calculadora na mão”, disparou.

Penalidades
O conselheiro ainda pediu aplicação de multa no valor de 37.900 reais, a devolução do dinheiro e notas de improbidade administrativa para a prefeita Luiziane e suas assessoras.

Vistas
O julgamento foi suspenso por um pedido de vistas do Conselheiro Marcelo Feitosa. Apesar do relator do processo passar uma hora e meia explicando o voto, expondo aos demais conselheiros os motivos para a devolução do dinheiro, multa e as notas de improbidade administrativas. O pedido de vistas jogou o resultado do  julgamento para o próximo mês.

“Eu preciso de mais tempo para analisar a matéria até porque serei o relator do processo de gastos, em 2008, com o cartão corporativo. Vamos ter um recesso para mudar a sede (do TCM) para o Cambeba mas em 15 a 20 dias voltaremos a tratar desse julgamento”, disse o conselheiro Marcelo Feitosa.

Acompanhe a reportagem exibida no Jornal Jangadeiro:



0 comentários







0 comentários
Topo | Home




You must be logged in to post a comment.