ALEC, Ceará
Atualizado em: 19/10/2011 - 5:52 pm

Deputado Augustinho Moreira (PV).

O deputado Augustinho Moreira (PV) reafirmou, nesta quarta-feira (19), as denúncias sobre o sistema de favorecimento e tráfico de influência através de créditos consignados para servidores públicos estaduais. Ele destacou que atualmente 16 empresas atuam no setor, todas vinculadas à empresa Promus, cujo proprietário é Luiz Antonio Valadares, genro do secretário Chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho.

O deputado ressaltou que a Promus administra os consignados praticamente sozinha e que as empresas que fazem consultoria são quase todas de Luiz Antonio Valadares. “A Promus leva 19% do que se arrecada dos consignados. O apurado é R$ 9 milhões. É um absurdo”, acrescentou.

Proprietários
Augustinho Moreira levou à tribuna uma série de documentos que comprovariam que há uma ligação entre todas as empresas, onde os proprietários seriam os mesmos.

Arialdo Pinho (esq), chefe da Casa Civil, cujo genro (foto à dir.) opera consignado

Segundo o deputado, o contrato firmado com o Governo do Estado revela que todas as operadoras de crédito são todas subordinadas a uma única empresa, que fornece o acesso ao sistema do cartão único de crédito consignado. Ou seja, apesar de serem 16 instituições, todas estariam “reféns” da empresa Promus, de propriedade do genro de Arialdo Pinho, conforme explicou o deputado.

Augustinho Moreira lembrou ainda que a empresa que ganhou a licitação foi a ABC, que a partir daí firmou contrato com a Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado (Seplag). “Como a Promus entrou na história? Entrou por uma arapuca da cláusula terceira do contrato, que determina que a contratada deve firmar contrato com empresas credenciadas pela Seplag. A ABC não precisava contratar a Promus, já que ganhou a concorrência. E a Seplag, até hoje, não mostrou quais são as empresas cadastradas e nem vai mostrar”, garantiu.

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Na Seplag
O parlamentar disse que foi até a Secretaria de Planejamento e Gestão para se inteirar sobre o sistema e ouviu do secretário Eduardo Diogo que não há informações na pasta sobre as empresas que trabalham com créditos consignados.

Na defesa
O deputado Welington Landim, líder do bloco governista, rebateu as denúncias afirmando que não existe nenhuma irregularidade no sistema de crédito consignado para os servidores. Landim disse ainda que nada impede que um empresário seja sócio de cinco ou seis empresas que trabalham no mesmo ramo.

Deputado Wellington Landim (PSB) na Tribuna da AL

O Sistema e a Balela
Augustinho Moreira explicou como funciona o sistema de crédito consignado afirmando que: quando um dos 16 correspondentes bancários são contratados pelo funcionário público, o servidor é encaminhado até a Promus que, por sua vez, repassaria uma senha para autorizar a abertura do crédito. “Quem tem o domínio é a Promus. Isso está dito no contrato. Não adianta porque eu estudei e estou preparado. O que Welington falou é balela”, disse.

“O servidor vai pagar juros exorbitantes, em um tempo muito longo. O servidor, de qualquer forma, tem um prejuízo grande e quem ganha é o Zé do Gás. Eu queria que os deputados defensores da Promus aceitassem uma audiência pública para que ele viesse debater com o Parlamento”, concluiu.

O deputado Heitor Férrer (PDT), autor das primeiras denúncias, também rebateu as explicações de Welington Landim. “Não acredito que homem de bem possa, através de endividamento de servidor público, enriquecer, e é o que está acontecendo no Estado do Ceará”, reclamou o pedetista.

Com informações da AL



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MANOEL | quinta-feira outubro 20 2011 | 08:56

TRABALHEI NO ÚNICO E TUDO QUE O DEPUTADO FALOU É VERDADE.