Eleições 2014
Atualizado em: 15/09/2013 - 5:28 pm

De olho na reeleição: Dilma Rousseff pode adiantar reforma ministerial

De olho na reeleição: Dilma Rousseff pode adiantar reforma ministerial

Planejada para dezembro, a reforma ministerial a ser promovida pela presidente Dilma Rousseff deve ocorrer em outubro. Segundo informações, a presidente analisa a conveniência de iniciar o troca-troca.

Etapas
A ideia é fazer tudo em duas etapas: exonerar no mês que vem auxiliares que não terão papel estratégico na campanha presidencial de 2014, como a petista Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, e o peemedebista Gastão Vieira, do Turismo, e tirar em dezembro titulares das pastas mais estratégicas, como Desenvolvimento e Casa Civil.

“Vitrine”
A única exceção sendo discutida é a do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que será o candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo e, hoje, comanda o programa Mais Médicos, uma das bandeiras da campanha de Dilma no próximo ano. No desenho atual, Padilha deixaria a Saúde somente no ano que vem, o que permitiria que aproveitasse o máximo possível a vitrine governamental para ampliar a exposição de sua imagem.

Desculpa
A mudança na equipe já em outubro providenciaria uma desculpa oficial para tirar do governo ministros cujos partidos indicam que não vão apoiar a reeleição de Dilma, caso de Fernando Bezerra, da Integração Nacional. Bezerra foi indicado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que deseja concorrer à Presidência da República no ano que vem. Hoje aliado ao governo, Campos tem intensificado o tom de suas críticas a Dilma.

Separação amigável
Em conversas reservadas, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou cautela e ponderou que, se o rompimento de Campos com o governo for mesmo inevitável, que seja ao menos uma separação amigável, mantendo-se as pontes para uma aliança em eventual segundo turno da eleição presidencial. Por isso, Dilma ainda não tirou os afilhados de Campos.

Palanque
Após as trocas de outubro, sairiam em dezembro ministros que terão o papel de garantir palanque forte para a presidente nos Estados, como o mineiro Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, e a paranaense Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil.

Com informações do Folha Online.



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