Ceará, Corrupção
Atualizado em: 28/09/2011 - 5:07 pm

O parlamentar disse que as empresas Promus e a ABC se fundem de forma "marmotosa" e "fraudulenta" para burlar a legislação.

Em meio ao protesto de professores em greve há quase dois meses pela implantação da Lei Nacional do Piso, o deputado Heitor Férrer (PDT) apresentou nessa quarta-feira (28), na tribuna da Assembleia Legislativa, documentos que provariam a ligação entre a ABC Administradora de Cartões de Crédito S/A, empresa que ganhou a licitação do estado para exploração de créditos consignados aos servidores públicos, e a Promus, empresa que pertence ao genro do secretário chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho.

O parlamentar disse que as empresas Promus e a ABC se fundem de forma “marmotosa” e “fraudulenta” para burlar a legislação.

Contrato
Férrer exibiu um contrato em que a Promus autoriza um correspondente bancário, a Bom Crédito, a atuar junto aos servidores ofertando empréstimos consignados. O documento é assinado por Bruno Barbosa Borges, que é dono da ABC e não poderia rubricar documento de outra empresa.

Para o deputado essa é a prova de que “uma é a outra e a outra é a uma”. Ainda segundo Férrer, isso representa uma fraude e confirma que Bruno Borges atua como “testa de ferro”
de Luis Antônio Ribeiro Valadares, conhecido como “Zé do Gás”, genro de Arialdo. O deputado também disse que o secretário praticou tráfico de influência nessa relação entre ABC e Promus

Lembrando o Caso
O escândalo do crédito consignado foi denunciado na semana passada. De acordo com a denúncia, a Promus, que pertence a “Zé do Gás”, genro do secretário da Casa Civil, controla a operação de consignados no estado. Em nota, a ABC negou que a Promus tenha exclusividade e que ao todo são 15 correspondentes bancários atuando nesse serviço.á

“Escravinhas”
Mas Heitor considerou a explicação mentirosa e afirmou, com base no documento que só apresentou hoje, que a Promus matém contrato com as oturas empresas a quem chamou de “escravinhas”. Ainda segundo o deputado, a Promus recebe 19% de comissão sobre toda a movimentação dos empréstimos consignados, inclusive ganhando também sobre os valores negociados pelas “escravinhas”.

E mais
O pronunciamento repercutiu. O deputado Augostinho Moreira (PV) apresentou uma relação de empresas que tem como sócio “Zé do Gás”. Para ele, seria através dessas empresas que o genro de Arialdo Pinho pulverizaria o dinheiro da Promus.

Já o deputado Fernando Hugo (PSDB) cobrou explicação do governador Cid Gomes (PSB), que ainda não se pronunciou sobre o assunto, cobrou o afastamento do secretário Arialdo Pinho e afirmou que há no governo uma “quadrilha”.

Audiência
O deputado Heitor Férrer apresentou requerimento solicitando audiência pública para debater o assunto na Casa. Entre os convidados estão o secretário de Planejamento do Estado (Seplag), Eduardo Diogo; a Procuradora Geral de Justiça, Socorro França; e representantes da Procuradoria Geral da República; Banco Central; Caixa Econômica Federal; Bradesco; Tribunal de Contas do Estado; Ordem dos advogados do Brasil seção/Ceara; Mova-se, representando o sindicato dos servidores públicos do estado; e as presenças de Paulo Vergilio Faccini, diretor administrativo financeiro da ABC; além de Zé do Gás, genro de Arialdo; e também de Silvana Lima, da Seplag.



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Fernando Alexandre de Araújo | sexta-feira março 16 2012 | 10:20

Prezado(a) Senhor(a),

Peço a gentileza de divulgar um crime ambiental que está ocorrendo aqui em Fortaleza.

_ O Alagadiço, que fica localizado por trás da Igreja São Gerardo, (Bairro Monte Castelo – próximo à Av. Bezerra de Menezes) está sendo aterrado por catadores de papel. Trata-se de uma área de grande interesse para toda a poulação da cidade e que, em breve, estará totalmente aterrada. Por que não fazer ali um parque ecológico para preservar a fauna e flora ali presentes, tal como foi feito no Parque do Cocó?

Já mandei mensagem para a Assambléia Legislativa, a Camara Municiaplal e alguns Deputados. Ninguém respondeu ou tomou qualquer providência.

Por Gentileza divulgue este fato ou me informe como proceder.

Att,

Fernando.