Denúncia
Atualizado em: 06/05/2011 - 7:21 pm

Deputados estaduais fizeram várias críticas a adminitração do município de Fortaleza, durante a sessão desta sexta-feira (06/05), e questionaram os gastos com o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e de Apoio à Gestão em Saúde (IDGS).

Segundo o deputado Fernando Hugo (PSDB), a Prefeitura de Fortaleza gastou R$ 146.150.339,06 para manter o órgão de assessoramento à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) durante os últimos três anos. As informações foram extraídos do portal da transparência do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e caracterizam, conforme o tucano,“o maior escândalo da administração linda Lins ( referência à prefeita Luizianne Lins)”. 

 Gastos
O deputado considerou elevados os custos para manter o Instituto funcionando.

  • Em 2008 – R$ 2.778.762,41;
  • Em 2009 – R$ 49. 199.046,45;
  • Em 2010 – R$ 94. 172.530,20.
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“O que é mais traumatizante são as prestações de contas serem feitas de forma fantasiosa”, citou, revelando que, na justificativa de despesas, a gestão informa apenas “outros serviços de terceiros”.

TCM
Fernando Hugo informou que espera do TCM esclarecimentos item a item dos gastos. Adiantou também que vai acionar as procuradorias do Estado (PGE) e da República (PGR). Isto porque o IDGS chegou a receber verba federal, proveniente do Fundo Nacional da Saúde (FNS).

“Dá para construir outro Frotão (Instituto Dr. José Frota ), com esse dinheiro”, comparou o parlamentar.

Não é irregular
A defesa da prefeita Luizianne Lins (PT) partiu do deputado Antonio Carlos (PT). O parlamentar disse que não existe nenhuma irregularidade e que a prefeitura sempre esteve disposta a prestar, quando solicitada, as informações pedidas pelo Tribunal de Contas dos Municípios.

Acompanhe a matéria que foi ao ar no Jornal Jangadeiro:

Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa.



1 comentário







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Wilson | sábado maio 7 2011 | 15:40

Tem que haver uma justificativa muito plausível para o aumento dos custos de 2 milhões em 2008, para 49 em 2009 e novamente dobrar o valor em 2010, subindo para quase 100 milhões. Justificativas como a dada pelo deputado na reportagem são inconsistentes e não dizem nada. É necessário que seja apurado e esclarecido à população o verdadeiro trabalho desse órgão, que com certeza não pode ter maior importância que o investimento no atendimento ao povo na ponta da linha. Prestação de contas não pode aceitar chavões como “outros”, tem que ser detalhado e com notas fiscais e comprovantes de pagamentos. Esperamos a intervenção e a resposta dos órgãos competentes.