Nordeste
Atualizado em: 25/10/2016 - 2:24 pm

Ronaldo Martins (PRB) convocou deputados do Rio Grande do Norte e da Paraíba para ampliar a cobrança. Foto: Agência Câmara

Ronaldo Martins (PRB) convocou deputados do Rio Grande do Norte e da Paraíba para ampliar a cobrança. Foto: Agência Câmara

Diante da a pior crise hídrica da história do Estado do Ceará, parlamentares federais querem a interferência da “engenharia” do Exército para conclusão da obra de transposição do rio São Francisco.

Segundo justificativa dos políticos cearenses, é preciso concluir com urgência o trecho que falta para a água chegar ao Ceará, de modo a evitar o colapso no abastecimento humano.

“Para completar o verdadeiro estado de calamidade por que passa o Ceará, as obras do eixo norte do Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco, que atenderão aos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, estão paradas — e foram paralisadas exatamente no último trecho, quando as águas já seriam integradas à estrutura que o Governo do Ceará criou para receber esse indispensável reforço hídrico”, reclamou Ronaldo Martins (PRB), convocando parlamentares do Rio Grande do Norte e da Paraíba a cobrar alternativas, até porque, segundo ele, existem, mas dependem da “boa vontade” do governo federal.

Exército
“Por que não delegarmos para o Exército a atribuição de concluir esse último trecho do Eixo Norte? O Exército tem tecnologia e capacidade técnica para encampar essa obra e fazê-lo da melhor maneira possível, sem sacrificar a nossa gente”, frisou ele, acrescentando que “com as obras paradas e o povo passando todo tipo de necessidade, caímos, então, nos braços da burocracia do Ministério da Integração, que, agora, pensa em uma nova licitação para cobrir o buraco deixado pelo consórcio que trabalhava na área”. O parlamentar cobrou, ainda, “providência” ao ministro Helder Barbalho e ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Temer
A demanda está na agenda de vários parlamentares. O deputado federal Danilo Forte (PSB), inclusive, abordou o assunto em conversa com o presidente Michel Temer. Para o parlamentar, a obra de relevância para o Nordeste, não pode permanecer parada sequer um minuto.

“É necessário que o Governo Federal coloque como prioridade absoluta essa empreitada. A suspensão da obra aconteceu no setor Norte, em território Pernambucano e que é vital para que as águas cheguem no Ceará. Estamos no quinto ano consecutivo de seca, que vem castigando os cearenses”, disse ele, afirmando que “essa obra vem se arrastando há anos. O povo nordestino não aguenta mais esperar. Precisamos transformar essa dádiva em uma realidade. Não estamos apenas levando água, estamos levando vida aos nordestinos”.

Emendas
O deputado Cabo Sabino (PR) também chamou atenção para a problemática. O parlamentar lembrou que a bancada federal do Ceará, em suas emendas impositivas ao Orçamento da União para exercício em 2017, destinou R$ 300 milhões para questão hídrica.

Sabino lembrou, ainda, que na semana passada, o ministro Helder Barbalho esteve no Ceará, onde entregou 225 casas em Vilas Produtivas Rurais (VPRs) nos municípios de Mauriti e Brejo Santo, no Ceará – unidades habitacionais são destinadas às famílias que moravam na faixa das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). “A cobrança será permanente, até porque o povo nordestino está sofrendo com a questão hídrica”.

Mais
Até agora, o Projeto de Integração do Rio São Francisco alcançou 89,9% de execução física, considerando o avanço de obras civis, instalações eletromecânicas e ações ambientais. Do orçamento total de R$ 10,7 bilhões, 78,2%, ou R$ 8,371 bilhões, já foram gastos.

Os dados são da edição de agosto do Sumário Executivo do Projeto, divulgado pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional. A perspectiva é assegurar o abastecimento de água a 12 milhões de habitantes, em 390 municípios, nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Com informações do OE



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