Denúncia
Atualizado em: 21/10/2011 - 9:51 pm

Ministro dos Transportes, Orlando Silva

Após a reunião desta sexta-feira (21) com o ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), a presidente Dilma Rousseff disse que o governo “não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência”.

A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto. “Não lutamos inutilmente para acabar com o arbítrio e não vamos aceitar que alguém seja condenado sumariamente”, disse Dilma.

De acordo com a nota, na reunião, o ministro informou à presidente que tomou todas as medidas para corrigir e punir malfeitos, ressarcir os cofres públicos e aperfeiçoar os mecanismos de controle do Ministério do Esporte. “Na conversa, esclarecemos todos os fatos e acusações que tenho sofrido nesta semana. Detalhei e desmascarei todas as mentiras que foram perpetradas contra mim”, explicou Orlando Silva.

Orlando Silva relatou para a presidenta que ofereceu a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico, “porque a transparência é máxima”. De acordo com ele, Dilma sugeriu serenidade e paciência e reafirmou “confiança e solidariedade”.

A parte final da reunião, segundo o ministro, foi dedicada a assuntos do ministério. A reunião desta sexta foi o primeiro encontro de Dilma com o ministro após a publicação das denúncias da revista Veja.

Permanência ameaçada
A permanência de Silva no cargo está ameaçada desde o fim de semana, quando uma reportagem da revista Veja revelou denúncias de corrupção no Ministério do Esporte. Em entrevista à revista, o policial João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira acusaram Silva de receber dinheiro vivo na garagem do ministério, no fim de 2008. O dinheiro faria parte do programa Segundo Tempo, que destina verbas a ONGs com o intuito de incentivar a prática esportiva entre jovens.

Ferreira diz que o ministro cobrava 20% das entidades contempladas no programa. O esquema, segundo ele, teria desviado R$ 40 milhões ao longo de oito anos.

Tribunal de Contas
Orlando Silva nega as acusações e diz que elas podem ser uma reação ao pedido que fez para que os convênios do ministério com organizações presididas por João Dias Ferreira fossem examinados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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Com informações da Agência Brasil e do Estadão



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VELOZO NETO | sábado outubro 22 2011 | 04:43

Entre o final de 2007 e o início de 2008, Orlando Silva figurou em meio às denúncias de gastos supostamente irregulares nos cartões de crédito corporativos. O gasto mais polêmico, porém, foi com a compra de uma tapioca por R$ 8,30, o ministro teria um cartão de crédito pessoal semelhante ao cartão corporativo, e os teria confundido na hora do pagamento, no decorrer do escândalo, Orlando Silva devolveu todo o dinheiro gasto no cartão do qual era portador, no total de R$ 30.870,38. Hoje Orlando Silva é acusado de receber propinas de ONGs, será que seu acusador teria confundido com o seu semelhante o clone!

(Ritmo Forró e Carnaval) – Neném, Neném, Neném, O que aconteceu, Tão todos te querendo… Porque?.. Mamãe eu quero, mamãe eu quero, Mamãe eu quero desviar!.. Dá a emenda!.. Dá a emenda!.. Ai!.. Dá a emenda, Dá a emenda pro neném não chorar!.. Desvia neném do teu ministério!..
Pega a dinheirada e entra no meu palácio!.. La La lau La La lau……..