Articulação
Atualizado em: 19/08/2013 - 5:08 pm

Dilma libera emendas e André Figueiredo ganha “afago” do Governo

Dilma libera emendas e André Figueiredo ganha “afago” do Governo

O governo Dilma Rousseff promoveu neste mês uma liberação inédita de verbas de interesse direto de deputados e senadores. Tudo isso após avaliar possíveis derrotas no Congresso.

Folga
Apenas nos primeiros nove dias de agosto, as autorizações para despesas incluídas por congressistas no Orçamento – conhecidas como emendas parlamentares- já atingiram o maior montante mensal do ano, com folga.

Valores
Segundo levantamento, as 20 iniciativas orçamentárias que mais concentram emendas receberam, no curto período, R$ 1,2 bilhão, pouco abaixo do R$ 1,4 bilhão autorizado ao longo dos sete meses anteriores.

Desde o início da atual administração, tal volume só tem precedentes nos meses de dezembro, quando o governo inscreve gastos atrasados para execução no ano seguinte, e em julho do ano passado, por ser prazo limite definido pela lei eleitoral para operações do gênero.

Nova articulação
Os dados evidenciam uma nova postura da articulação política do Planalto, que, até a queda dos índices de popularidade de Dilma, submetia os partidos da base de apoio a uma ração modesta de recursos orçamentários.

Antes de agosto, as autorizações de verbas para emendas se concentravam em apenas dois dias atípicos: 28 de maio, quando a presidente ouviu queixas de líderes petistas, e 3 de junho, quando ela prometeu ao PMDB acelerar a liberação de dinheiro.

Insatisfação
Mesmo assim, há sinais de tensão no trato com alguns congressistas aliados. É o caso do líder do PMDB na Câmara e um dos parlamentares mais influentes da base aliada, Eduardo Cunha (RJ) não teve sequer uma emenda empenhada até o último dia 9. Ele comanda insatisfeitos da base governista e chega a ser chamado, no Congresso, de “líder da oposição”.

Cearense
O deputado André Figueiredo (CE), líder do PDT, viu suas emendas avançarem depois de negociar um acordo com o Planalto em torno do projeto que define o destino dos recursos futuros do petróleo do pré-sal.

“Afago”
Relator do texto na Câmara, Figueiredo teve pelo menos R$ 950 mil em emendas autorizadas nos primeiros dias de agosto. O dinheiro vai para obras como a construção de açudes em seus redutos eleitorais, no interior cearense. Cada congressista tem direito a R$ 15 milhões em emendas ao Orçamento.

Ainda tem mais?!
Apesar do ritmo mais intenso do varejo político, ainda há potencial para uma liberação mais agressiva de verbas. No orçamento deste ano, as emendas parlamentares somam R$ 22,7 bilhões, dos quais R$ 8,9 bilhões são individuais e R$ 13,8 bilhões são coletivas (apresentadas por bancadas regionais ou comissões temáticas). Uma pequena parcela desse montante começou a ser liberada.

As 20 ações orçamentárias pesquisadas pela Folha somam R$ 18,7 bilhões, dos quais R$ 15,3 bilhões (82%) em emendas. Apenas 14% do total disponível nessas ações foi objeto de empenho -a primeira etapa da execução orçamentária, em que a despesa é autorizada.

Com informações da Folha.com



2 comentários







2 comentários
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Bruno | segunda-feira agosto 19 2013 | 19:51

Peraí. Mas as emendas do André Figueiredo não foram liberadas até o dia 9 de Agosto, cinco dias ANTES da aprovação no Congresso do texto dos royalties? Se houvesse a troca de emendas por acordo acho que as emendas iriam ser liberadas DEPOIS da votação dos royalties, não antes…

Lica Maria | segunda-feira agosto 19 2013 | 20:49

As emendas foram liberadas para todos os deputados dos partidos da base. Tem certeza que o deputado Eduardo Cunha não recebeu nenhuma emenda, já que ele é “um dos parlamentares mais influentes da base aliada”? Outro ponto a destacar, deputado Andre Figueiredo está entre os 100 cabeças do Congresso Nacional, ranking feito pelo Diap. Além de ter sido apontado pela revista Veja como um dos 10 melhores deputados federais.






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