Presidência
Atualizado em: 08/01/2012 - 3:35 pm

Dilma se prepara para nova rodada de viagens internacionais

A presidente Dilma Rousseff se prepara para visitar o Haiti no próximo dia 1º. Em conversa com o presidente haitiano, Michel Martelly, Dilma comentou sobre seu desejo de ir a Porto Príncipe, capital do país. Na visita, a presidente pretende intensificar a cooperação brasileira, ampliando as parcerias nas áreas de saúde em conjunto com Cuba, agricultura, capacitação profissional e o apoio à construção da usina hidrelétrica sobre o Rio Artibonite, no Sul do país. Antes de seguir para o Haiti, Dilma Rousseff irá a Cuba, no próximo dia 31 de janeiro.

Emblemática
Assessores de Dilma, que preparam a viagem, disseram que a visita será emblemática, pois ocorre no momento em que o Haiti – o país mais pobre das Américas – enfrenta ainda dificuldades de reconstrução causadas pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010, quando morreram mais de 220 mil pessoas, e o agravamento da epidemia de cólera.

Fase Delicada
Empossado no ano passado, o presidente Martelly também vive uma fase delicada. Sem apoio político no Parlamento, ele tenta consolidar-se politicamente por meio de anúncio de ações isoladas. Porém, o histórico político do Haiti de instabilidade e tensões cria um ambiente de apreensão no país, segundo observadores brasileiros.

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Protagonista
Independentemente do momento político haitiano, Dilma quer mostrar que o Brasil pretende manter-se como protagonista no que se refere à ajuda ao país. Para a presidente, o apoio internacional não deve ser limitado às ações militares, mas ampliado para a área social. Os projetos de combate à fome e erradicação da pobreza executados no Brasil, por exemplo, podem ser adaptados ao Haiti, segundo especialistas.

Haiti
Com índices de violência e desemprego elevados, o Haiti sofre com as ações de grupos organizados, denominados gangues urbanas. Uma das tarefas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), formada por militares brasileiros e de várias nacionalidades, foi atenuar o poder desses grupos. A missão, porém, que tem caráter temporário, deverá ser retirada do país.

Cuba
Antes de seguir viagem para o Haiti, Dilma irá no próximo dia 31 para Cuba. A visita a Havana ocorre no momento em que o presidente cubano, Raúl Castro, incentiva a abertura da economia por meio de medidas para o estímulo ao incremento no campo e nas cidades. Sob embargo econômico desde 1962, os cubanos sofrem com uma série de limitações e vivem com restrições de energia, água e alguns tipos de alimentos.

Com informções da Agência Brasil



1 comentário







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Marlon Vargas | terça-feira janeiro 10 2012 | 12:29

A maior dificuldade do haiti é a inexistência de uma economia estruturada. O povo haitiano quer e precisa de emprego… o que o Brasil puder fazer para ajudar na geração de emprego será mais benefico do que qualquer ajuda financeira. O haiti, num passado longíncuo, no tempo colonial, foi o maior produtor de cana de açucar do mundo. Quem sabe, levando em considerção este passado histórico, o Brasil não poderia ser um grande parceiro e ajudar o Haiti a implantar um novo modelo econômico e implantar a produção de cana e alcool no país que está a poucas horas dos Estados Unidos.






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