Lava Jato
Atualizado em: 21/02/2018 - 6:34 pm

Dirceu se torna réu pela terceira vez na Lava Jato. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-ministro José Dirceu se tornou réu pela terceira vez na Operação Lava Jato. O juiz federal Sergio Moro aceitou na última terça-feira (20) denúncia que investiga a suspeita de corrupção em contratos da Petrobras com as empresas ​Engevix Engenharia e UTC Engenharia.

De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), houve simulação na contratação da empresa Entrelinhas Comunicação Ltda. pela Engevix para efetuar pagamento de R$ 900 mil, em benefício de Dirceu.

A denúncia também aponta suposto pagamento indevido feito pela UTC Engenharia à JD Assessoria, empresa de Dirceu. Segundo a acusação, no período de fevereiro de 2013 a outubro de 2014, aditivos ao contrato de prestação de serviços de assessoria foram utilizados para repassar cerca de R$ 1.536 milhão a Dirceu, sem que houvesse efetiva prestação de serviços.

Corrupção
Segundo a Procuradoria, os pagamentos tanto da Engevix como da UTC eram repasses de acertos de corrupção em contratos das empresas com a Petrobras. Ao aceitar a denúncia, Moro afirma ainda que em relação aos pagamentos da UTC à JD Assessoria há prova documental de que os pagamentos foram feitos mesmo quando José Dirceu de Oliveira e Silva já estava condenado criminalmente na Ação Penal 470, conhecido como mensalão.

Réus
Além de Dirceu, também se tornaram réus o irmão dele Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-executivo da Engevix Gerson de Melo Almada, e o ex-executivo da UTC Walmir Pinheiro Santana. Moro não aceito a denúncia contra João Vaccari Neto, por entender que as provas contra ele eram similares às já rejeitadas em julgamento anterior pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Após aceitar a denúncia, o juiz da Lava Jato suspendeu o processo por um ano para tratar de ações penais de pessoas ainda não julgadas pela Justiça.

E ainda
Condenado duas vezes pela Lava Jato, Dirceu ficou preso de agosto de 2015 até maio de 2017 e conseguiu o direito de aguardar o recurso em liberdade. Em setembro, o ex-ministro teve a pena aumentada para 30 anos e nove meses de prisão pelo TRF-4, num processo também referente a supeita de pagamento de propina por meio da Engevix.

Com informações da Folha



0 comentários







0 comentários
Topo | Home