Eleições 2012
Atualizado em: 23/06/2012 - 3:18 pm

Com Renato e Soraya Tupinambá, Psol aposta em chapa pura com apoio do PCB. Foto: Assessoria

O PSOL homologou neste sábado (23) o nome de Renato Roseno como candidato à prefeitura de Fortaleza. Na ocasião, o representante do PCB, Paiva Neto, ressaltou que à constituição da frente anticapitalista devem se somar os movimentos sociais e as juventudes da capital cearense. Juntos, os partidos apresentaram como vice a ambientalista Soraya Tupinambá, que representou o PSOL nas eleições ao Governo do Estado, em 2010.

Mulher
Soraya é, pelo menos até agora, a única mulher a participar da eleição deste ano em uma chapa majoritária. Em discurso, a candidata afirmou que seu papel é o de ressaltar o enfrentamento às dificuldades da participação da mulher na política. “Vamos dialogar com o movimento feminista e com toda esta cidade, que é uma das que registram maior número de violência contra as mulheres. É, preciso, mais do que nunca, pronunciar o papel das mulheres, o que faremos também através das diversas candidatas a vereadora, como Toinha Rocha, Marilene Torres, Nascélia Silva, que são militantes que atuam nos movimentos sociais, nos sindicatos, etc.”, destacou.

Contra “candidaturas palacianas”
Criticando a construção artificial das “candidaturas palacianas”, Roseno afirmou que a chuva de sexta-feira (22) fez aparecer o que a propaganda institucional da prefeitura de Fortaleza não consegue esconder.“Hoje nós vivemos em um ambiente insalubre, sem qualquer forma de participação das maiorias sociais na ocupação do território. Uma gestão nossa é uma gestão de inversão de prioridade. E nós sabemos que isso é possível, porque nós vemos a criação do novo se expressando a cada esquina. Por isso, apostamos na radicalidade democrática. Hoje a cidade cresce a partir dos interesses da especulação imobiliária. É preciso mudar essa lógica, produzir um planejamento de longo prazo para Fortaleza”, enfatizou.

Programa
Durante a convenção, Renato Roseno apresentou as seis dimensões que orientam o programa de governança que será apresentado pelo PSOL e pelo PCB à cidade de Fortaleza:

Território “O território é o nosso lugar de relações primeiras: a rua, o beco, a viela, a comunidade, a casa. A cidade deveria ser a nossa casa, mas a cidade do capital quer que a cidade seja uma mercadoria e, lamentavelmente, essa gestão está submetida à lógica da cidade. Nós queremos falar das relações que cortam o território, como a mobilidade dos humanos. As pessoas querem e devem ter o direito de ir e vir.”.

Riqueza “A concentração da riqueza salta aos olhos. Estamos em uma cidade que tem que fazer greves corajosas porque o servente de pedreiro e o motorista não podem sobreviver com o que ganham. Para nós, a riqueza é o alimento. A cidade que nós queremos é uma cidade que dispute o sentido da riqueza, que amplie a riqueza pública, que produza formas alternativas de produzir essa riqueza. Por que a cidade não pode ter a ousadia de ter um grande programa de agroecologia urbana para que as comunidades possam produzir parte de seu alimento?”.

Saber “O saber que defendemos é o saber que insurge e que liberta. Mas não é possível pensar a qualidade da escola sem pensarmos a relação que a cidade tem com o educador e a educadora. Os que estão no poder receberam os educadores a spray de pimenta e a cassetete. (…) Nós também falamos do saber das comunidades em luta, produzindo cultura popular. A cidade tem que ser uma escola.”.

Natureza“Nossa natureza é a das praças, das áreas verdes. O nosso programa tem que fazer uma opção entre as áreas verdes e a construção de shoppings. Nós optamos por ter na cidade uma série de atividades que não destroem o meio ambiente. Qual é o metro de área verde que os nossos filhos hoje tem para brincar? Qual o lugar do lazer das crianças? Isso não pode ser natural. Esta é uma cidade que produz adoecimento físico e mental.”

Poder“Hoje, a política é feito a mando e a base de uma enorme máquina fisiologista e patrimonialista. Nosso grande pacto é com a maioria na cidade. Nós podemos não ter maioria na câmara, mas nós temos que ter maioria na rua. Tudo o que nós propomos só será possível se tudo for abraçado e for fruto da íntima relação que temos que ter com a cidade. Esse é um desafio de milhares. Pensar no poder é pensar na praça, não é pensar no palácio. Nós não somos rendidos às institucionalidades convencionais.”.

Bem viver“A política para nós não é uma opção, é um imperativo, uma urgência e uma necessidade. É um exercício de recusar esse mundo como ele é e construirmos outro, palmo a palmo. Por isso, os que aqui estão estamos a serviço. Nós não estamos produzindo heróis ou monumentos. A nossa fortaleza vem da nossa sinceridade.”.

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