Ceará, Opinião
Atualizado em: 14/01/2015 - 11:04 am

Em artigo,  Ciro volta a criticar a relação do governo Dilma com o PMDB. Foto: Tiago Stille/O Estado

Em artigo, Ciro volta a criticar a relação do governo Dilma com o PMDB. Foto: Tiago Stille/O Estado

O ex-ministro Ciro Gomes (Pros) voltou a criticar o governo Dilma Rousseff e a repartição dos cargos pelos ministérios, sobretudo a relação com o PMDB. A critica foi realizada em artigo publicado na revista Carta Capital que chegou as bancas de todo país na terça-feira (13).

Segundo ele, Dilma “erra” ao manter a relação, iniciada no governo Lula. Antes, porém, ele relembra alguns fatos históricos. “Vamos mergulhar um pouco mais na compreensão da parte da confusão dominante neste momento nacional. Lula, a partir do seu segundo governo, sob clara influência do pragmatismo de José Dirceu e assustado com a escalada golpista a partir do escândalo novelizado pela grande mídia no assim chamado “mensalão”, resolveu conciliar com a “banda podre” da política brasileira, concentrada, salvemos as exceções, no PMDB. A partir daí, parte do PT sentiu-se autorizada às práticas “patrimonialistas”, como Fernando Henrique Cardoso preferia chamar a ladroeira em seu governo”.

No texto, ele afirma que o “Brasil não está bem”. “Nossa economia está mal, e não existe uma meta que nos una ou, no mínimo, nos divida ao redor de uma polêmica fecunda e produtiva”, aponta.

“Cimento podre”
Para ele, existe uma clara confusão e não se pode aceitar a situação baseado numa justificativa irreal. “Numa hiperfederação como a nossa, em um quadro de superfragmentação partidária, pode-se compreender a necessidade de alianças contraditórias se houver uma agenda para transitar no Congresso (infelizmente não há), mas não se pode aceitar que o cimento seja a partilha sistemática de feudos de onde cada qual tira poder fisiológico e, pior, fortuna podre”.

Lado
Em seu artigo intitulado “Confusão, parte I”, Ciro ainda aponta uma dificuldade de políticos em escolher de que lado devem ficar no governo. “Há uma minoria governista disposta a pôr em perspectiva os graves erros e problemas do governo atual e uma minoria odienta e intolerante que se recusa a raciocinar que, passadas as eleições, o governo, em respeito à maioria, mesmo pequena, é este e tem a responsabilidade de promover o progresso do País”, ressalta.

Sossego
Para Ciro, a situação acaba por “desestabilizar” e “tenta desmoralizar” Dilma. O ex-ministro também afirma que, se não houver mudanças, o governo não terá sossego. “Aqui falha Dilma Rousseff. É por aí que a reação a desestabiliza e tenta desmoralizá-la. Poderia ser diferente, embora haja algum risco. Por não ser diferente, o governo não terá sossego”.

Não é a primeira vez
Esta não é a primeira vez que Ciro critica o governo Dilma através de seus artigos publicados na Carta Capital. Em novembro, ele afirmou que a presidenta “Dilma (Rousseff) precisa de melhores companhias” para governar. O ex-ministro fez duras críticas à política econômica da petista e ao aumento de impostos logo após a reeleição.

“Dilma Rousseff só venceu as eleições pelo fato de a maioria precária de nós, brasileiros, perdoarmos as graves contradições de sua governança e, especialmente, de sua condução da economia. E o fizemos por argumentos de duas ordens: confiamos em sua boa-fé e decência pessoal, vis-à-vis a crônica de desmandos e escândalos magnificados pelos sócios majoritários da imoralidade pátria, especialmente na grande mídia. E, acima de tudo, penso eu, por percebermos que, por trás de tudo, é possível enxergar que a “turma” que Dilma de fato representa, apesar de sua mania de andar mal-acompanhada, os valores mais importantes para o povo: o compromisso nacional”.

Educação
Ciro é irmão Cid Gomes, que assumiu o ministério da Educação no segundo mandato de Dilma.

Para ler o artigo completo, clique aqui.



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