Ceará
Atualizado em: 13/11/2017 - 2:22 pm

Em audiência, AL discute instrumentos de prevenção de homicídios na adolescência. Foto: Paulo Rocha

Com o objetivo de estabelecer diretrizes para a implantação de Protocolo Intersetorial de Prevenção de Homicídios na Adolescência, foi aberto, na manhã desta segunda-feira (13) na Assembleia Legislativa, o 1º Diálogo Temático Intersetorial da Plataforma dos Centros Urbanos para Prevenção de Homicídios na Adolescência.

Durante o evento, que segue até terça-feira (14), vão ser realizadas três oficinas temáticas, para promover a troca de experiências entre os participantes e avançar na construção de ferramentas específicas de prevenção de novas mortes violentas na adolescência.

De acordo com o presidente da Casa, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), o debate envolve estudos e trabalhos de pesquisa sobre o homicídio de jovens no Ceará desenvolvidos pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CCPHA), para diversos especialistas – de diferentes capitais do País – que compõem a Plataforma dos Centros Urbanos 2017-2020. A plataforma é uma iniciativa dos Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que busca garantir os direitos das crianças e adolescentes mais vulneráveis e excluídos.

“Estamos recebendo representantes de 10 estados, que vieram conhecer de perto o trabalho do CCPHA, que monitora os gargalos e riscos que envolvem a nossa juventude em relação à violência. Esse é um projeto da Assembleia que anda lado a lado a outra valiosa iniciativa nossa, que é o Ceará Sem Drogas, que percorre todo o Estado alertando os jovens sobre as problemáticas das drogas, um dos grandes indutores da violência”, destacou Zezinho Albuquerque.

Agenda
Segundo o relator do Comitê, deputado Renato Roseno (Psol), é necessário que haja uma agenda de prevenção aos homicídios de jovens, focada nos territórios mais violentos, e a troca de experiências com pesquisadores e entidades de outros estados é um passo importante na construção desta agenda. Ainda de acordo com o parlamentar, no encontro, vai ser apresentado o Relatório Epidemiológico de 2017, com um balanço atualizado dos homicídios de meninos e meninas de 10 a 19 anos no Ceará.

“O relatório aponta um aumento de 70% em 2017 em relação ao mesmo período de 2016 na quantidade de homicídios de jovens, reforçando a necessidade de que possamos aqui avançar na troca de experiências com estas capitais e fazer avançar esta agenda de prevenção, que precisa ter urgência, decisão, planejamento e regularidade de pactuação”, salientou Roseno.

Grave
A coordenadora nacional da Plataforma dos Centros Urbanos do Unicef, Luciana Phebo, avalia que a prevenção de homicídios de adolescentes é um assunto grave e urgente em todos os centros urbanos brasileiros e que o debate na Assembleia visa construir ferramentas de prevenção baseadas na pesquisa feita no Ceará pelo CCPHA. “Este estudo é um estímulo para tantas outras cidades a fazerem o mesmo, e a Unicef atua na forma de promover as trocas das boas práticas e experiências. O Ceará tem essa boa prática ao realizar uma pesquisa muito aprofundada sobre as causas dos assassinatos de adolescentes. Vamos nos debruçar sobre essas evidências e, a partir daí, criar e definir as bases para instrumentos de monitoramento de homicídios na adolescência”, assinalou a coordenadora.

E ainda
Participaram ainda do debate o secretário de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social de Fortaleza, Elpidio Nogueira; a secretária de Saúde de Fortaleza, Joana Maciel; a chefe da área de proteção do Unicef, Casimira Benge; a coordenadora geral de Serviços Especializados a Família e Indivíduos do Ministério do Desenvolvimento Social, Ana Luísa Coelho; a secretária de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo, Gabriela Lacerda; o secretário de Articulação Metropolitana de Belém, Fábio Atanásio; além das representantes do Ministério Público do Rio de Janeiro, Andrea Amin e Roberta Rosa; dentre outras autoridades.

Com informações da AL



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