Debate
Atualizado em: 02/09/2014 - 7:00 am

Em debate, política econômica da gestão Dilma vira alvo de adversários. Foto: Ichiro Guerra

Em debate, política econômica da gestão Dilma vira alvo de adversários. Foto: Ichiro Guerra

A presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, foi questionada, em inúmeros momentos durante debate promovido por Folha, UOL, SBT e Jovem Pan, sobre os rumos da economia do País. Dilma foi cobrada a explicar os motivos da queda do PIB brasileiro e, pressionada, negou que o Brasil enfrente uma recessão.

“Nós não estamos em recessão, porque o mercado consumidor aumenta por conta do emprego e do aumento de salários”, defendeu Dilma. “A queda da atividade econômica atual é momentânea. A seca e o prolongamento da crise econômica têm um grande impacto”, afirmou.

“Agora, a economia internacional não se recuperou da crise. Os Estados Unidos, Alemanha e Japão também estão ruins. Os EUA tiveram crescimento negativo no primeiro trimestre. Alemanha e Japão no segundo”, disse a candidata.

Em queda
Na última sexta-feira (29), o IBGE revelou que o PIB brasileiro caiu 0,6% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses deste ano. O resultado do primeiro trimestre foi revisado para queda de 0,2% (contra alta de 0,2% informado anteriormente). Para analistas, o Brasil está em recessão técnica.

Erros
Convidada a comentar a resposta da adversária, Marina Silva (PSB) acusou a presidente de não admitir os erros. “A candidata Dilma não consegue fazer uma coisa que é essencial para quem pretende fazer um segundo mandato: reconhecer os erros. Porque se não reconhece os erros, não tem como repará-los”, comentou Marina.

Dilma x Marina
“Ela se elegeu falando que ia controlar a inflação. Hoje, nós temos inflação alta (…) e a população paga um preço muito alto pela péssima qualidade dos serviços públicos. Para o governo, quando tudo vai mal, a culpa é da crise internacional.”
A presidente, então, rebateu questionando a proposta de Marina Silva, que defende a autonomia do Banco Central.

“Propor como forma de solucionar a crise econômica, a autonomia do Banco Central pode ser um erro”, rebateu Dilma que, novamente, voltou a exaltar o sucesso da organização da Copa do Mundo para pregar otimismo em relação à economia do País.

“Pessimistas de plantão costumam criticar tudo. Falavam que a Copa não ia dar certo, mas deu, por causa do governo e dos estados. (…) O pessimismo é uma péssima forma de avançar”, completou.

Aécio
O candidato do PSDB, Aécio Neves, também aproveitou o tema para pressionar a candidata do PT. Em mais de uma ocasião, mesmo quando era convidado a abordar outros temas, o tucano aproveitou para alfinetar a gestão atual. “O governo do PT perdeu um longo período em que poderia fazer esses investimentos, parcerias com o setor privado é fundamental”, disse. “Ouvimos a presidente dizer no último debate que não se preocupa com a inflação. De lá para cá, tivemos a notícia de que o Brasil está em recessão.”

Corrida
De acordo com a última pesquisa Datafolha, Dilma e Marina estão empatadas, com 34% das intenções de voto. Aécio Neves aparece em terceiro, com 15% da preferência do eleitorado.

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Com informações do OE



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