Ceará
Atualizado em: 11/01/2019 - 8:00 am

Em reunião entre os três poderes, Camilo reafirma postura no combate à criminalidade

O governador do Ceará, Camilo Santana, esteve reunido, na quinta-feira (10), no Palácio da Abolição, com representantes dos poderes Legislativo e Judiciário e de diversas entidades para apresentar as medidas de segurança que o Estado e órgãos parceiros têm tomado para coibir o crime organizado no Ceará.

Na ocasião, o chefe do Executivo informou que já foram realizadas 287 prisões nos últimos dias, reforçou a importância do apoio de diferentes setores e garantiu que o Estado não vai recuar no combate ao crime. O momento também foi o de ouvir sugestões dos presentes.

“Realizamos forte investimento na área de segurança e no sistema penitenciário. Aumentamos em 50% o número de policiais e estamos dobrando o número de agentes, além de criarmos uma secretaria própria para cuidar do sistema. Estamos tirando regalias dos presídios e isso causou toda uma reação do crime organizado do lado de fora”, citou Camilo.

“Além de tudo, já transferimos 21 chefes de grupos criminosos e, nas próximas horas, vamos transferir mais 20. A minha decisão é não recuar nenhum milímetro e não tenho dúvida que essas ações terão reflexo positivo para os cearenses no futuro próximo”, emendou o governador.

RC
O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, disse que o povo cearense não pode se intimidar diante dos fatos. “Quero mostrar satisfação pela forma como estamos agindo diante deste cenário. Com contundência. Querem criar um cenário de pânico, de medo, para gerar pressão para frearmos esse enfrentamento. Nosso papel é manter, dentro das nossas possibilidades, o serviço público funcionando”.

AL
Zezinho Albuquerque, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, destacou a parceria na missão de garantir a segurança. “Informo aqui que todos os projetos que foram enviados para a Assembleia pelo Governo do Ceará foram aprovados. Reforçando que foram 10 mil novos policiais em quatro anos. Quando o ministro Raul Jungmann veio aqui, ele ficou impressionado, pois tiveram estados que não chamaram ninguém. E precisa que todos os órgãos façam suas partes, pois se trata de um esforço de toda a sociedade”.

TJCE
O presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Gladyson Pontes, também pontuou sugestões para aprimorar o sistema penitenciário. “Todos precisamos estar sintonizados. O que compete a nós, implantamos um sistema de videoconferência, facilitando a realização de audiências à distancia e agilizando o processo de transferência de presos. Tudo dentro da legislação, ganhando em economia e segurança. Sabemos que ainda há muito o que fazer. Há deficiência dentro dos presídios e precisamos construir mais salas para audiências dentro deles”.

FIEC
O presidente da Federação das Indústrias do Ceará, Beto Studart, mostrou valorização do trabalho realizado pelo Governo do Ceará durante este período. “O enfrentamento por parte do governador é digno de aplausos. Não pode existir possibilidade de recuo”.

Defensoria
Já o defensor público Chefe da União no Ceará, Filippe Augusto, sugeriu um maior envolvimento em nível federal num olhar cuidadoso com o Ceará. “Essa é uma situação que transcende as ações normais. Já vi casos semelhantes em outros estados. Talvez fosse o caso de acionar a bancada federal, pois às vezes é preciso alterar a legislação para agilizar as ações”.

OAB
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará, Erinaldo Dantas, sugeriu reorganização do sistema penitenciário, citando o excesso do número de presos provisórios e a disponibilidade das celas em que presos de menor periculosidade dividem espaço com bandidos.

E ainda
Além da vice-governadora Izolda Cela e de integrantes do secretariado estadual, participaram do encontro representantes do Tribunal de Justiça, Justiça Federal, Assembleia Legislativa, Ministério Público do Estado, Ministério Público Federal, Prefeitura de Fortaleza, Câmara Municipal de Fortaleza, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal Regional do Trabalho, Defensoria, Advocacia Geral da União, órgãos de segurança estadual e federal (PF e PRF), entidades como Fiec, CDL, Fecomércio, OAB, ABIH, Abrasel, Sindionibus, Aprece, Instituto Brasileiro de Executivos e Finanças, Fetraece e CUT, além das universidades estadual e federal.



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