Ceará
Atualizado em: 03/11/2011 - 1:20 pm

Carlomano Marques é vice líder do governador Cid Gomes na Assembleia Legislativa

O debate sobre a saúde pública no Ceará ganhou destaque na sessão da desta quinta-feira (03/11) na Assembleia Legislativa. Deputados estaduais trocaram farpas no debate motivado pelo fechamento do Hospital Santo Inácio (HSI), situado em Juazeiro do Norte.

O deputado Carlomano Marques (PMDB), que é o presidente da Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa, lamentou a ausência do prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana (PT), e do secretário de Saúde do Estado, Arruda Bastos, em reunião promovida pelo colegiado na manhã de hoje.

Sem explicações
Carlomano lembrou que essa foi a segunda recusa de Santana a convite da Comissão para discutir o assunto. “Mas eu sabia que ele não viria. Porque não tem como explicar. E também sabíamos que o secretário municipal não viria. Mas esperávamos que viesse o secretário estadual. Será que essa é metodologia do Governo que apoio? Precisamos saber”, ponderou sobre o HSI deixar de atender quatro meses depois de o Hospital Regional do Cariri (HRC) ser inaugurado.

Na opinião do parlamentar, é equivocada a medida de desativar os 160 leitos (dez dos quais de UTI) do HSI sob a justificativa de o tesouro municipal não ter como bancar a manutenção dos trabalhos.  “Como podemos explicar à população que o governador entrega um hospital com 300 leitos e (HRC) e o prefeito fecha um com 160? O objetivo do Hospital do Cariri é receber pacientes de alta complexidade, mas já está abarrotado de paciente com pequenas infecções”, revelou.

Faraônico e Revolucionário
O deputado Fernando Hugo (PSDB) disse que o Governo só se preocupava em fazer “obras faraônicas” e, por isso, deixaria vários “elefantes brancos”. O parlamentar tucano frisou fala do próprio Governo de não ter como custear toda a estrutura em construção. De acordo com o tucano, sequer há antibióticos no Hospital Geral de Fortaleza (HGF). “O programa merece ser aplaudido por qualquer cidadão. Mas não se põe a funcionar na sua magnitude. Sonhos, para serem realizados, precisam de objetivação. E objetivação aqui é recurso, que não tem”, citou.

Carlomano Marques rebateu. “Vossa Excelência faz de conta que quer ajudar, mas não quer. Isso é falsamente propositivo. É uma crítica azeda, que tem por finalidade dismilinguir um governo revolucionário em todas as suas direções, mas, principalmente, na saúde, educação e segurança”, contrapôs.

Faraônico do bem?
A deputada Dra. Silvana (PMDB) afirmou que as “obras faraônicas” do Executivo melhoraram o sistema de saúde cearense. “Então é faraônico no bom sentido. Se não estão funcionando bem agora, vão melhorar”, profetizou.

Com informações da AL



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