Corrupção, Tribunais
Atualizado em: 05/03/2012 - 12:26 pm

Imagem do dinheiro transportado por Adalberto Vieira, assessor do então deputado estadual José Guimarães (PT). Divulgação.

Dinheiro transportado por Adalberto Vieira, assessor de José Guimarães (PT). Foto: Divulgação PF

A Justiça Federal no Ceará começou a ouvir, nesta segunda-feira (05), os envolvidos do caso que ficou nacionalmente conhecido como o escândalo dos “Dólares na Cueca”. As audiências ocorrem na 10ª Vara da Justiça Federal, no Centro de Fortaleza. O primeiro a participar foi o ex-assessor especial da presidência do Banco do Nordeste do Brasil, Kennedy Moura Ramos.

Em julho de 2005, no auge de outro escândalo, o do mensalão, a Polícia Federal prendeu no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o assessor parlamentar José Adalberto Vieira da Silva, que tentava embarcar para Fortaleza com R$ 209 mil em uma valise e US$ 100 mil na cueca. Pego em flagrante, Vieira da Silva, que trabalhava com o então deputado estadual José Nobre Guimarães (PT),  afirmou, numa primeira versão, que juntara a fortuna com a venda de verduras.

No decorrer da apuração, o assessor apresentou outras versões para tentar justificar a origem do dinheiro. Adalberto foi expulso da executiva do partido no Ceará e se desligou do emprego de assessor. Responde a processo em liberdade e nunca esclareceu a origem do dinheiro, que tenta reaver na Justiça.

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Segundo o processo, o dinheiro seria uma recompensa financeira a Kennedy Moura por sua atuação para intermediar e facilitar um vultuoso empréstimo de aproxidamente R$ 300 milhões do BNB ao Sistema de Gransmissão do Nordeste S.A., conhecido como STN.

Mais depoimentos
Os únicos que não serão ouvido na Capital cearense serão o deputado federal José Guimarães (PT), que será ouvido pela Justiça em Brasília nesta quarta-feira (7); o ex-assessor de Guimarães, José Adalberto Vieira da Silva e a esposa dele, Raimunda Lúcia Pessoa de Lima. Esses dois serão ouvidos nesta segunda por carta precatória em Aracati, no Litoral Leste.

As audiências serão restritas aos envolvidos, já que a ação corre em segredo de justiça. Isso significa que os autos dos processos não serão divulgados, apenas das decisões e sentenças serem públicas Esse procedimento será adotado, pois o processo envolve quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico dos suspeitos envolvidos no caso.

Acompanhe as imagens exibidas no Jornal Jangadeiro:

Com informações do Jangadeiro Online



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