Banheiros Fantasmas, Ceará
Atualizado em: 15/08/2012 - 11:17 am

TCE interrompe julgamento após pedido de vistas do conselheiro Pedro Timbó. Pelo andar da carruagem, caso dos banheiros em Pacajus deve ficar para 2013. Foto: Diulgação

Com mais um pedido de vistas o julgamento final do escândalos dos “banheiros fantasmas” em Pacajus foi novamente adiado no Tribunal de Contas do Estado (TCE) durante sessão na terça-feira (14). A denúncia é do desvio de 400 mil reais da secretaria das Cidades e envolve o atual e ex-titulares da pasta, além de familiares do ex-presidente do TCE, Teodorico Menezes. O encerramento do julgamento não tem prazo e pode ficar para 2013.

Pra entender
O julgamento foi retomado com a apresentação do voto do conselheiro Edilberto Pontes que havia pedido vistas na sessão do dia 17 de julho. O caso analisado pelo Tribunal de Contas do Estado diz respeito  ao esquema dos banheiros fantasmas no município de Pacajus, Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo a denúncia, Thiago Menezes, um dos filhos do ex-presidente do TCE, Teodorico Menezes, presidia uma associação de moradores que recebeu 400 mil reais para a construção de 200 kits sanitários em Pacajus. Os banheiros, no entanto, nunca saíram do papel.

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Camilo, Jurandir e Cartaxo
O ex-presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, que a época dos repasses era secretários das Cidades e o atual titular da pasta, Camilo Santana, acompanharam em silêncio a sessão do TCE. Eles são citados, juntamente com o ex-secretário Joaquim Cartaxo, como “responsáveis solidários” no esquema de corrupção.

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Punição
A relatora do processo, conselheira Soraya Victor, quer que os envolvidos devolvam R$ 454 mil aos cofres públicos e ainda pediu a aplicação de multa e a desaprovação das contas dos gestores envolvidos.

Timbó
Mas o julgamento foi novamente interrompido por um pedido de vistas, dessa vez do conselheiro Pedro Timbó. Ele disse que não teve “tempo” de analisar o processo com profundidade e que necessitaria de mais detalhes antes de manifestar seu voto.

Pra 2013
Como o TCE realiza apenas uma sessão por semana, cada prazo de vistas dura cerca de um mês. Parece improvável, mas como todos os conselheiros podem pedir o mesmo prazo, não é possível dar previsão para o fim do julgamento que pode ficar para 2013.

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Acompanhe na reportagem do Jornal Jangadeiro:
[youtube]http://youtu.be/SZUPT1frzmM[/youtube] 



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