Bastidores
Atualizado em: 29/12/2011 - 11:47 am

Os investimentos do governo federal, dos estados e municípios são influenciados pelo calendário eleitoral, é o que diz um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quinta-feira (29). O levantamento aponta que há um aumento de gastos públicos em anos de eleição e que no ano seguinte há contenção de despesas.

“Os anos subsequentes às eleições presidenciais e dos governadores estaduais normalmente coincidem com quedas muito fortes da taxa de investimento público, relacionadas a programas de ajustes fiscais, que posteriormente são revertidas no decorrer do ciclo eleitoral”, descreve o comunicado do instituto.

Em relação aos municípios, além da influência das eleições presidenciais e de governadores, há o acréscimo de gastos nos anos de escolha de prefeitos e vereadores, gerando um ciclo bienal de expansão e contingenciamento. “Os anos não eleitorais (ímpares) são caracterizados por quedas (ou estabilidade) da taxa de investimento dos municípios, enquanto os anos eleitorais (pares) ocorrem elevações da taxa de investimento”, diz o estudo.

De acordo com o Ipea, em 2002 (ano da eleição do ex-presidente Lula) a taxa de investimento foi de 2,2% do PIB. Em 2003 ela caiu para 1,5%. Em 2006, ano de sua reeleição, a taxa foi de 2% e em 2007 caiu para 1,8%.

Em 2010, quando a presidente Dilma Rousseff foi eleita, a taxa de investimentos superou os 2,8%, enquanto este ano a expectativa é de que esteja abaixo dos 2,5%.

Ao avaliar as taxas de investimento público de 1995 a 2010, o Ipea salienta que houve crescimento dos gastos. Em 1995, o valor do investimento público (formação bruta de capital fixo das administrações públicas) foi de R$ 49,5 bilhões; e no ano passado atingiu R$ 104,3 bilhões (valores não incluem investimentos das estatais).

O governo anunciou ontem (28) que o setor público conseguiu contingenciar R$ 126,8 bilhões nos 11 meses do ano – o que equivale a 99% da meta de superávit primário do setor público para 2011, que é R$ 127,9 bilhões.

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Redação Jangadeiro Online, com informações da Agência Brasil



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