Polêmica

Ex-diretor da Petrobras entrega políticos em delação premiada; 12 senadores estão na lista

Ex-diretor da Petrobras entrega políticos em delação premiada; 12 senadores estão na lista
Ex-diretor da Petrobras entrega políticos em delação premiada; 12 senadores estão na lista

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa deu o nome de 12 senadores, 49 deputados federais e um governador na parte de sua delação premiada que trata de políticos, segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo.

Os envolvidos seriam de três partidos, ainda de acordo com a apuração da reportagem: PT, PMDB e PP. Os nomes dos parlamentares, no entanto, ainda não foram divulgados.

Veja
A revista Veja promete revelar os nomes na edição que chegas às bancas de todo o país neste final de semana.

Eleições e Esquema
Costa dizia, na cela em que está preso na Polícia Federal em Curitiba (PR), que não teria eleições neste ano se ele revelasse tudo o que sabe. Os políticos receberiam, segundo Costa, 3% do valor dos contratos da Petrobras na época em que ele era diretor de distribuição da estatal, entre 2004 e 2012.

Delação premiada
O ex-diretor da Petrobras decidiu fazer uma delação premiada no último dia 22, depois que a Polícia Federal fez buscas em empresas de suas filhas, de seus genros e de um amigo dele, todas no Rio de Janeiro. Em uma das empresas, a Polícia Federal encontrou indícios de que Costa tem mais contas no exterior.O depoimento chegou no começo desta semana ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o ministro Teori Zavascki homologue o acordo. Costa também estava em pânico com a perspectiva de ser condenado a mais de 30 anos de prisão.

Sigilo
A delação do ex-diretor da Petrobras é sigilosa e o teor de todos os depoimentos não foi revelado até agora.

Lava Jato
A prioridade dos procuradores da Operação Lava Jato era descobrir como o esquema de desvio na Petrobras alimentava políticos e como as empreiteiras operavam para fazer os recursos chegaram até os parlamentares.

Refinaria
Costa foi responsável pela obra mais cara da Petrobras, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujo preço final pode ultrapassar R$ 40 bilhões. Segundo a Polícia Federal, os contratos eram superfaturados e o sobrepreço era repassado pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef. O doleiro, por sua vez, cuidaria da distribuição do suborno aos políticos.

Com informações do Folha Online


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