Nacional
Atualizado em: 18/05/2017 - 3:31 pm

Presidente, que afirma ser vítima de ‘conspiração’, pode fazer pronunciamento ainda nesta quinta após divulgação de delação da JBS

Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin autorizou a abertura de um inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB) no início da tarde desta quinta-feira.

O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria Geral da República (PGR) após um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, dizer que gravou um áudio do presidente dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB).

As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo. Segundo o STF, a delação de Joesley e de seu irmão, Wesley Batista, foi homologada nesta quinta-feira. Assim como determina a Constituição, o presidente só pode ser investigado por atos cometidos durante o mandato e após a autorização do Supremo.

Diálogo
A conversa com Temer teria ocorrido no dia 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu, residência do presidente. No diálogo, Joesley teria dito ao peemedebista que estava pagando uma mesada a Cunha e a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara, também preso na Lava Jato, para que ambos ficassem em silêncio sobre irregularidades envolvendo aliados. “Tem que manter isso, viu?”, disse Temer a Joesley, segundo relatou O Globo.

Ele nega
Em nota, na noite da quarta-feira, o Palácio do Planalto afirmou que “Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”. “O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias.”

Com informações do Estadão



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