Entrevista
Atualizado em: 19/07/2013 - 2:23 pm

Tucano diz que governo Dilma foi construído na base do "toma lá, dá cá" e prevê momentos de instabilidade

Tucano diz que governo Dilma foi construído na base do “toma lá, dá cá” e prevê momentos de instabilidade

O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) voltou a declarar apoio à comunidade médica brasileira, que reage fortemente à proposta do Governo Federal para contratação de profissionais estrangeiros como solução para o déficit de pessoal no Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais dois
Conselhos e Sindicatos de Medicina qualificam como absurda a proposta de estender o curso, na rede pública e privada, de seis para oito anos de duração, sendo os últimos dois anos de trabalho obrigatório no SUS.

Contramão
De acordo com o parlamentar, as manifestações que aconteceram nesta quinta-feira (18), em Fortaleza, são reflexo de uma sociedade que não aguenta mais os discursos e falta de ações concretas. “As manifestações nas ruas são para mostrar à presidente Dilma que ela está na contramão dos anseios de uma saúde pública de qualidade”, disse o tucano.

Solução?
Na avaliação do deputado, a solução está na melhoria da infraestrutura dos hospitais públicos, com ações e serviços de promoção da saúde. “Infelizmente a presidente Dilma e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pisaram na bola. Não é trazendo médicos do estrangeiro que vai resolver o problema da saúde do povo brasileiro. O que nós precisamos é de investimentos. No ano passado foram 18 bilhões de reais que deixaram de ser executados pelo Ministério da Saúde. Necessitamos normatizar as carreiras de todos os profissionais, dos médicos aos agentes comunitários de saúde”, afirma Gomes de Matos.

Sem apoio
O cearense ainda destaca que a medida provisória (MP 621), que institui o Programa Mais Médicos, desagrada à maioria dos parlamentares e mais de 500 emendas ao texto já foram apresentadas nesse sentido. “Sem proposta o Governo não enviou até o momento nenhuma proposição sobre os vetos ao Ato Médico para ser avaliada pelo Congresso Nacional. As justificativas aos vetos, apresentadas até o momento pela presidente Dilma, não se sustentam e ela afirma que o Executivo enviará uma mensagem para regularizar o que foi vetado. Como vai mandar uma mensagem se não tem proposta?” questiona.



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