Greve, Polêmica
Atualizado em: 04/02/2012 - 6:57 pm

De acordo com Jacques Wagner, há grevistas envolvidos na onda de saques e assassinatos que toma o estado. Na mesma onda, o ministro da Justiça promete prisão federal para os PMs

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse acreditar na participação de policiais militares em greve na onda de homicídios e saques ocorridos em Salvador nos últimos dias. Desde terça-feira (31/01), o estado sofre com a paralisação parcial da Polícia Militar (PM). “Parte dos crimes pode ser parte da operação montada, da tentativa de criar um clima de desespero na população para fazer o governo sucumbir. Uma tentativa de guerra psicológica, como ocorreu recentemente em outros estados, como o Maranhão e o Ceará”, disse o governador, neste sábado (04/02).

Jacques Wagner ainda completou: “Não tenho dúvida que parte de tudo isso é cometido por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento.”

Jacques no estilo Ciro
A fala do governador da Bahia lembra e muito as declarações do irmão do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). No dia 20 de janeiro, durante entrevista para a imprensa, Ciro Gomes (PSB) classificou policiais militares que participaram de movimento grevista no início do ano como “marginais fardados e covardes” e que pressionaram o governo usando “como escudo crianças e mulheres”.  

O socialista, irmão do governador Cid Gomes (PSB), também classificou a greve de Bombeiros e Policiais militares do Ceará como um “conchavo de marginais fardados com  marginais da quadrilha da droga que colocou toda a sociedade refém”.

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Sem anistia
O governador Jacques Wagner também negou a possibilidade de anistia dos policiais militares que tiverem cometido atos de vandalismo ou violência durante a paralisação. A anistia é um dos itens da pauta de reivindicações tanto dos PMs grevistas – cerca de um terço da corporação, de 32.000 homens -, quanto dos que continuam trabalhando. “Não existe essa possibilidade, não vejo como anistiar, perdoar, o que quer que seja”, disse. “Isso seria como eu dizer a outros criminosos que amanhã eles podem ser anistiados.”

Prisão
Segundo Wagner, a Justiça baiana já expediu mandados de prisão para doze lideranças da greve – outros quatro já foram pedidos. “Tenho certeza que a determinação judicial será cumprida”, afirmou. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que chegou ao estado neste sábado, colocou a disposição presídios federais de segurança máxima para encaminhar os policiais militares que tenham cometido algum crime durante a mobilização. Cardozo chegou acompanhado da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.

Situação de GLO
Foi transportado para a Bahia, diz o ministro, por determinação da presidente Dilma Rousseff, que decretou situação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o estado, o maior contingente de forças federais já utilizados em operações do gênero no país. “São mais de 3.000 homens das Forças Armadas para dar tranquilidade ao povo baiano e para fazer com que o estado de Direito prevaleça”, afirmou Cardozo. “Estando sob estado de Garantia de Lei e Ordem, qualquer depredação de equipamento configura crime federal. A Polícia Federal está orientada fazer com que as transgressões à lei sejam apuradas e punidas com o máximo rigor.”

Com informações da Folha e da Veja.com



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