Nordeste
Atualizado em: 23/11/2013 - 6:19 pm

Governo retoma obras da Transposição do São Francisco em ritmo lento

Governo retoma obras da Transposição do São Francisco em ritmo lento

A presidente Dilma Rousseff disse, durante passagem por Fortaleza na sexta-feira (22), que a obra de transposição do São Francisco “está andando”, mas, na prática, o cenário é outro: rachaduras, remendos, mato e trabalhos em ritmo lento.

Remendo
Se percorrer os dois canais da obra – o leste e o norte -, encontra-se placas de concreto rachadas sendo remendadas, em vez de substituídas por novas peças.

Contornos eleitorais
A transposição ganhou recentemente contornos eleitorais. O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) exibiu trechos abandonados no programa nacional do partido, o que levou Dilma a cobrar a aceleração das obras.

Em Fortaleza, a presidente se referiu à obra mesmo sem ser questionada. “Também a interligação do São Francisco [está andando] antes que você fale para mim que a interligação está parada”, afirmou ao ser questionada por jornalistas sobre os investimentos no Nordeste.

Cronograma
A conclusão, prevista inicialmente para 2012, foi remarcada para dezembro de 2015. A construção dos 477 km de canais é a mais cara ação federal de combate aos efeitos da seca no Nordeste.

Orçamento
O orçamento total pulou de R$ 4,6 bilhões para R$ 8,2 bilhões desde o início dos trabalhos, em 2007, durante o segundo mandato de Lula. Quem toca a obra é o Ministério da Integração Nacional, até outubro comandado por Fernando Bezerra, indicado pelo provável candidato à Presidência e governador Eduardo Campos (PSB-PE).

Interligação de bacias
Quando prontos, os dois canais levarão parte da água do São Francisco a rios e açudes de quatro Estados (CE, PE, PB e RN). Para que a água chegue de fato aos sertanejos, são necessárias adutoras, instaladas pelos Estados.

Justiça
Em 2007, a obra só começou após o governo derrubar ações na Justiça que denunciavam impactos ambientais e negociar o fim da greve de fome de um bispo da Bahia. A imprecisão dos projetos básicos exigiu novas licitações, renegociação de contratos e interrupção do serviço pelas empreiteiras. Os únicos trechos prontos são dois lotes feitos pelo Exército.

24 horas
Em quatro canteiros, há trabalho 24 horas: Salgueiro e Cabrobó, em Pernambuco, Jati, no Ceará, e São José de Piranhas, na Paraíba. Em geral, porém, o ritmo é lento nos locais onde a obra foi retomada. Operários ainda são contratados em cidades como Sertânia (PE).

Com informações do Folha Online



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