Greve, Nacional
Atualizado em: 20/09/2011 - 6:12 pm

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada na última quarta-feira (14).

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, determinou nesta terça-feira (20) ao presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, “que os dias parados sejam descontados rigorosamente” do salário dos grevistas. “Greve é um direito, mas ninguém vai receber sem trabalhar”, disse o ministro.

Segundo Paulo Bernardo, entre 23% e 25% dos trabalhadores dos Correios estão parados. “Estamos negociando. Mas estamos também mostrando para eles que não temos condição de dar o reajuste no nível que eles pedem. Tem casos em que estão pedindo 100% de reajuste. Queremos mostrar as possibilidades que temos. Estamos oferecendo aumento real, acima da inflação”.

Monopólio
O ministro comentou o fato dos Correios ter o monopólio do serviço no país assegurado pela Constituição, e disse que isso não caracteriza um problema, mas “dá uma responsabilidade grande” à empresa.

“Se só eu posso entregar a carta, não posso pegá-la e ficar com ela na gaveta ou no malote. Tenho que dar um jeito de entregá-la”, disse Paulo Bernardo, lembrando que os Correios fizeram mutirões no último final de semana para que parte das correspondências em atraso pudessem ser entregues a seus destinatários.

 


4 comentários







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Davi Ribeiro | terça-feira setembro 20 2011 | 18:52

Tanto ministro já caiu nesse governo, está chegando sua hora Paulo Bernardo.Não tem competência de negociar uma greve que o serviço é de primordial importância para população.Será que vamos chamar ‘LULA’ para negociar acho que não se deve demitir ministro só por corrupção,más, por incompetência também.

Rodrigo | terça-feira setembro 20 2011 | 20:54

Algum jornalista corajoso pergunte ao ministro se ele acha justo um funcionário do Correio receber de salário R$807,00? Se pedem R$1600,00 de salário e significa o dobro é justo pela miséria que ganham! O Senado vive aumentando seus próprios salários em muito mais de 6% e 6% deles é bastante e não esta vergonha do Correio! Como ele diz ter diálogo se não negociam e simplesmente querem a volta dos grevistas!!! É no mínimo contraditório. Este país está cada vez mais triste. E da-lhe copa do mundo!! Eita Brasil velho!!

Robert Stewart | quinta-feira outubro 6 2011 | 15:31

Eu sou micro empreendedor, preciso praticamente todo dia dos correios,estou com mercadorias parada esperando peças desde quando começou a greve. Não acho ruim pois sei o sofrimento que é, se fosse só cartas e encomendas eu diria que 807,00 tava mais ou menos,mas eles fazem serviço de bancos recebem pagamentos,fazem pagamentos, e quanto ganha um caixa de banco?
Outra coisa errada no Brasil, pra você funcionário publico tem que estudar,estudar e estudar fazer uma puta prova difícil para no final das contas ser mandado por um ANALFABETO.
Concurso Publico para Vereadores,Deputados Estaduais e Federais,Senadores,Governadores e Presidente Já!!!!!!. Ai sim saberemos quem na verdade sabe o que é Governar .

João Baptista da Rosa Machado | sábado outubro 8 2011 | 08:47

Entendo esta posição dos funcionários dos Correios, acho interessante a proposta de Stewart sobre concurso para políticos. É sabido que geralmente familiares e amigos de políticos conseguem vagas no serviço público em cargos de confiança ou através de facilitação nos concursos, isto é notório, um escândalo, mas nada se faz para conter estas manobras. Já se foi proposto políticos só poderem ser atendidos em hospitais públicos, mas evidentemente não vingou esta proposta. Agora os trabalhadores, estes precisam se mobilizar, entrarem em Greve, terem seus salários descontados, serem humilhados e perseguidos por seus gestores, e ainda terem de pagar o prejuízo da incompetência destes malandros(presidente e diretores), fora a roubalheira que sempre conseguem cometer contra os cofres da EBCT, enchendo os seus próprios bolsos e de seus padrinhos. Durante os últimos anos os funcionários dos correios vem sendo explorados de forma escravocrata, depois das 10 mil demissões, o peso caiu sobre seus ombros. Os dias parados deveriam ser perdoados, pois o desgaste físico e emocional sofridos não estão sendo levados em conta. Aumento real e sem prejuízo para o trabalhador!






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