Entrevista
Atualizado em: 13/07/2017 - 2:31 pm

Heloísa Helena diz que momento é “muito ruim”

Crimes contra a administração pública, desvio de recursos, tráfico de influência, intermediação de interesses privados e exploração de prestígios. Esses são alguns dos fatores apontados pela ex-senadora de Alagoas, Heloísa Helena (Rede), como impulsionadores da crise na política brasileira.

Em passagem por Fortaleza, no início da semana, ela conversou com a reportagem do jornal O Estado e avaliou como “muito ruim”, o cenário nacional.

Conforme ela, no governo do presidente Michel Temer estão acontecendo “todas as desprezíveis formas de corrupção que já eram identificadas tanto nos oito anos de comando do PSDB como nos treze anos de comando do PT, tudo isso não é novidade”. A ex-senadora observa que “cada vez que um procedimento investigatório é feito, aparecem mais ilícitos”.

Quem for podre…
Isso está acontecendo, conforme ela, tanto no caso específico da operação Lava Jato ou mesmo qualquer um outro procedimento investigatório é aberto. “Para mim, como eu sou do sertão, a gente diz assim: quem for podre que se quebre. Seja Lula, Dilma, Temer, Aécio, ou quem quer que seja”.

Alagoas
Sem citar os nomes dos senadores pelo estado de Alagoas, Renan Calheiros (PMDB), Fernando Collor (PTC) e Bendido Lira (PP), a ex-senadora avalia que os três representantes “também praticaram crimes contra a administração pública”.

Rigor
Ainda durante entrevista, Heloísa Helena defendeu maior rigor com os políticos que comentem crimes de corrupção. “É preciso ter o rigor da lei e a lei diz que é proibido roubar e a lei também diz que quem rouba vai preso e não deixar que os pobres sejam penalizados com o chão imundo de um presídio”.

E ainda
Na avaliação dela, enquanto as personalidades políticas que cometeram ilícitos, forem “devidamente salvas pela impunidade”, o País não vai voltar aos trilhos. “Eu espero que o povo brasileiro não seja obrigado a conviver apenas com o sofrimento e que aprenda a votar melhor”, observa ela, assegurando que não sairá candidata nas eleições de 2018 e que pretende ajudar a também ex-senadora Marina Silva a conquistar votos na disputa presidencial.

Com informações do OE



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