Entrevista
Atualizado em: 16/03/2017 - 12:20 pm

“Impacto da Lava-Jato ameaça reforma”, diz Tasso sobre lista de Janot. Foto: Jonas Pereira/Ag.Senado

A ‘lista de Janot’, com 83 pedidos de inquérito e que afeta boa parte da classe política, impacta o andamento da reforma da Previdência Social. Além disso, o governo “tem explicado muito mal” a importância da proposta. A avaliação é do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta quarta-feira (16).

Eleito novo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), uma das mais importantes do Congresso Nacional, Tasso critica a forma como o governo tem abordado a reforma da Previdência. “O governo transmite mal para a população o que é a reforma, o que representa e o que pode significar para o futuro”, critica.

Eleição
Em sua primeira entrevista após ser empossado no comando da CAE, Tasso admitiu ao Valor que há também a dificuldade adicional de muitos parlamentares em defender a mudança na Previdência por conta das eleições de 2018, quando vários buscarão a reeleição, inclusive para manter o foro privilegiado, já que são alvos de investigações. “Isso tem muita influência. Muita”, admite.

Consequências
Tasso, que é aliado do governo, alerta que a rejeição ou descaracterização dos principais pontos da proposta de reforma da Previdência encaminhada pelo governo terá consequências graves na recuperação da economia brasileira, inclusive com a interrupção da recente trajetória de queda da taxa Selic.

Proativo
O senador cearense quer tornar o colegiado “muito mais proativo” na proposição de medidas de impacto econômico. Serão criados, conta, dois grupos de trabalho: Ricardo Ferraço (PSDB-ES) coordenará o grupo responsável pelo estudo de questões tributárias e Armando Monteiro (PTB-PE) o grupo que tratará do spread bancário e medidas microeconômicas.

Mais simples
No primeiro grupo, a ideia é apresentar até o fim do ano uma proposta com medidas de simplificação tributária. No segundo, “tentar ir fundo nas causas de termos um spread tão alto, 400% de juros no cartão de crédito e mesmo os juros bancários normais, que são mais altos do que em qualquer lugar no mundo. Queremos saber se é questão de subsídio cruzado, de inadimplência, ou se é uma questão de concentração bancária”.

BC
O senador esteve com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn na terça-feira, mesmo dia em que assumiu a CAE. Ele se declara favorável à ampliação das atribuições do BC para, além da estabilidade da moeda, cuidar da questão do emprego no país.

Aliança
Sobre o destino dos aliados PSDB e PMDB nas eleições de 2018, Tasso Jereissati considera boas as chances de os partidos marcharem juntos. Mas, observa, a aliança é mais provável em um cenário em que o candidato tucano seja o senador Aécio Neves do que com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Para ler a entrevista completa no site do Valor, clique aqui.



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