Polêmica
Atualizado em: 08/01/2012 - 8:36 am

O PSB transformou o Ministério da Integração Nacional em feudo político com porteira fechada no governo Dilma Rousseff. Na gerência, o ministro Fernando Bezerra Coelho, membro de tradicional família do Nordeste, tornou a pasta uma república de correligionários, conterrâneos e apaniguados do principal cacique da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do partido. A informação é do Estadão.com

Aparelhamento e cotas
Levantamento feito pelo Grupo Estado mostra que, na cúpula da pasta, o aparelhamento político é total. Os que estão à frente de cargos chaves ou são do PSB (8 deles), ou são pernambucanos (5 servidores) – ou as duas coisas, como é o caso do ministro. São da cota do PSB, além de Bezerra, a estratégica Secretaria de Defesa Civil, a chefia de gabinete, além das secretarias de Fundos Regionais, Executiva, de Infraestrutura Hídrica e de Irrigação. A Codevasf estava até ontem sob o comando do engenheiro Clementino Coelho, irmão do ministro, enquanto a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) foi entregue ao economista Marcelo Dourado, filiado ao PSB do Distrito Federal.

Procurador cobra Bezerra por ignorar licitação
O ministro Fernando Bezerra é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter usado indevidamente um decreto de calamidade pública para contratar, sem licitação, uma empresa para a reconstrução de uma parte da BR-407 em 2004, quando era prefeito de Petrolina, em Pernambuco. Orçados em R$ 3,8 milhões, os trabalhos deviam recuperar trechos destruídos pela chuva em janeiro e fevereiro. No entanto, a obra, considerada emergencial, só foi contratada em julho.

Segundo o procurador João Paulo Holanda Albuquerque, do MPF em Petrolina, Bezerra teria prorrogado o decreto de calamidade pública de maneira irregular e aproveitado um dispositivo da Lei de Licitações para contratar diretamente a empresa CM Machado Engenharia Ltda. O procurador alega que, no momento do início da obra, não havia mais requisitos para tratá-la como emergencial.

Comento
Ainda nos surpreendemos com algumas dessas notícias e ficamos, de uma certa forma, indignados com esse tipo de escândalo. Mas isso não é nenhuma novidade. Partidos políticos usam cargos no governo para beneficiar aliados ao sabor dos interesses individuais ou de grupos políticos, nunca da população. É assim que a roda gira no Brasil. Infelizmente.

O ruim é saber que a indiguinação da sociedade não encontra apoio nos gabinetes do governo. E não encontra mesmo! Claro que, depois de denunciado pela imprensa, surgem os defensores da moral para criticar o absurdo. Mas alguém acredita que a presidente Dilma e os que compõem o governo não sabem quando um ministro direciona verba pública para beneficiar estado A ou B?

Se sabem, são coniventes. Se não sabem, beiram a incompetência .

A melhor saída seria mudar, não o ministro como já vimos acontecer seis vezes em 2011, permanecendo o loteamento de cargos, mas sim a forma de composição do governo. O tal “presidêncialismo de coalisão” já deu muito mais do que tinha que dar, inclusive entregou a chave do cofre do dinheiro público, o nosso dinheiro, que deveria ser aplicado para o bem da sociedade, para saqueadores que desfilam por aí com autoridade de “donos do Brasil“.   

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