Câmara Municipal
Atualizado em: 20/04/2017 - 3:35 pm

Vereador Iraguassú Filho repudia urgência na votação de texto da reforma trabalhista proposta pelo Governo Temer

O vereador Iraguassú Filho (PDT) ocupou a tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, nesta quinta-feira (20), para criticar, mais uma vez, o que chamou de “manobra sorrateira da base aliada do governo Temer (PMDB) com a aprovação da reforma trabalhista”.

“É como um time derrotado em uma partida de futebol, que solicita um novo jogo até que se consiga o resultado esperado. Isso é uma vergonha para o país, à garantia jurídica e para as instituições públicas”, pontuou.

Comparando
Iraguassú Filho fez alusão a um fato ocorrido em julho de 2015, quando o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), hoje preso pela Operação Lava-Jata, colocou em votação em um dia um projeto sobre a maioridade penal o qual foi rejeitado logo depois modificou votando logo em seguida e conseguiu a aprovação. “O que aconteceu foi um espelho do fato ocorrido há dois anos pelo mesmo partido”, disse o parlamentar.

Em Brasília
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (19), por 287 votos a 144, o regime de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista (PL 6787/16). Um dia antes, o mesmo requerimento havia sido rejeitado por falta de votos, o que foi considerado uma derrota para o governo. A oposição protestou contra a nova votação.

“Do jeito que essas reformas estão acontecendo rapidamente, não tivemos a possibilidade de uma discussão mais extensa, já que não houve diálogo com os movimentos sociais, as centrais sindicais e com o trabalhador. Agora com a aprovação da urgência ficou claro que não haverá debate sobre a matéria. Não podemos aceitar que arranquem dos trabalhadores o que levou anos para ser conquistado”, destacou Iraguassú Filho.

Greve
O vereador destaca que, na próxima sexta-feira, dia 28 de abril, está marcada uma mobilização chamada “Greve Geral” contra os moldes das propostas que “pretendem acabar com direitos históricos dos trabalhadores”. “Nossa luta é pela garantia permanente de direitos conquistados com muita dificuldade e até com sangue. Não aceitaremos qualquer reforma que venha reduzir ou retirar direitos dos trabalhadores”, encerrou.



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