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IstoÉ mira em Cid

IstoÉ exibiu fotos para mostrar encontros oficiais entre Cid e Paulo Roberto. Foto: Reprodução da revista
IstoÉ exibiu fotos para mostrar encontros oficiais entre Cid e Paulo Roberto. Foto: Reprodução da revista

Contrariada com a ação movida pelo governador Cid Gomes (Pros) que acusa a revista por “calúnia e difamação”, a IstoÉ decidiu mirar contra o gestor cearense. Em matéria de capa, a publicação que chega as bancas de todo o país neste final de semana diz que Cid tem uma “proximidade incontestável” com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Entenda o caso
Paulo Roberto, segundo a publicação, teria citado Cid Gomes entre os políticos beneficiados pelo esquema de corrupção na estatal. O governador rechaçou as declarações e, na semana passada, ingressou com ação na justiça contra a revista. A justiça cearense chegou a proibir a circulação da edição da IstoÉ em território nacional, mas, dias depois, o STF derrubou a medida considerada como “censura prévia” e liberou a circulação da mesma.

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Fotos
A IstoÉ expôs fotos que mostram encontros oficiais de Cid com Paulo Roberto para afirmar que os dois eram conhecidos e que chegaram a discutir a implantação da Refinaria Premium, antiga reivindicação do governo cearense.

Negócios
A publicação ainda revela que, mesmo depois de deixar a Petrobras, Paulo Roberto teria continuado negociando a instalação de uma minirrefinaria no Ceará. “Os dois estiveram juntos participando de reuniões para tratar de negócios privados, mesmo depois de Costa ter deixado a Petrobras em abril de 2012. Em maio de 2013, ambos trataram de um projeto pessoal do delator e ex-diretor de Abastecimento da estatal: a instalação no Estado de uma minirrefinaria de petróleo. Em 17 de janeiro deste ano, Costa esteve em mais um encontro com Cid. Na reunião, o governador do Ceará lhe prometeu uma área de dez hectares no Complexo Industrial e Portuário de Pecém. À imprensa local, na ocasião, o ex-diretor da Petrobras disse que estava otimista e previa construir a minirrefinaria em até 18 meses. Dois meses depois, ele foi preso”, diz a revista.


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